quinta-feira, 30 de abril de 2009
Alinhamento de luxo em Itália
Susana Feitor chega esta tarde a Milão para participar amanhã no Grande Prémio de Sesto San Giovanni, prova integrada no IAAF Race Walking Challenge. Depois da falta de informação da organização, é possível agora avançar que vão alinhar em Itália praticamente todas as melhores marchadoras do mundo, numa competição ao nível dos grandes campeonatos. O pódio olímpico de Pequim está presente (Olga Kaniskina, Kjersti Platzer e Elisa Rigaudo) e as principais portuguesas também (Susana Feitor, Inês Henriques, Vera Santos e Ana Cabecinha). Só estas já chegavam para um pelotão de grande nível, mas há mais. Na linha de partida vão estar igualmente as russas Tatyana Sibileva e Tatyana Korotkova, a romena Claudia Steff, a espanhola Beatriz Pascual (Maria Vasco não compete), a irlandesa Olive Loghnane, a alemã Sabine Zimmer e a lituana Kristina Saltanovic. Ou seja, uma verdadeira prova de fogo para as principais atletas nacionais perante a elite da marcha mundial, naquela que é, até ao momento, a prova de 2009 que mais promete antes da Taça da Europa e do Mundial de Berlim. A partida é dada às 10 da manhã, menos uma hora em Lisboa.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Estágio em Sierra Nevada termina amanhã

A marchadora diz adeus a Sierra Nevada (onde a neve, mesmo não nevando há duas semanas, foi sempre companhia na pista) e ruma quinta-feira de manhã a Milão, onde, no dia seguinte, cumpre mais uma etapa do IAAF Race Walking Challenge, com a participação no Grande Prémio de Sesto San Giovanni.
Quem esperar em Itália?
A prov
a faz parte do circuito principal, mas ainda não tem um site na internet à altura, pelo que é muito dificil avançar com os nomes das principais atletas que vão estar nos 20 Kms femininos. Ainda assim, foi possível apurar que são esperadas mais marchadoras portuguesas (pelo menos, Inês Henriques e Vera Santos), a líder do circuito Kjersti Platzer e a alemã Sabine Zimmer. Sobre Elisa Rigaudo pouco se sabe desde a etapa inaugural no México e há alguma expectativa em ver se alinha alguma espanhola, nomeadamente Maria Vasco, que no último fim de semana fez interessantes 43'27'' numa prova de 10 Kms. Tudo para conferir sexta-feira nos 30 anos da marcha feminina em Sesto San Giovanni, uma efeméride que dá lugar à edição de um livro lançado na véspera.

domingo, 26 de abril de 2009
Susana na Comissão de Atletas Olímpicos até 2012

sexta-feira, 24 de abril de 2009
Susana fala de Abril

quarta-feira, 22 de abril de 2009
Muito treino... mais portugueses... e acunpuntura!


Sensivelmente a meio do estágio, a marchadora está na chamada fase de "assimilar carga". Até aqui 80% do treino tem sido à base de marcha contínua, e este é o período em que começa a melhorar o ritmo com várias repetições de distâncias mais curtas. Tudo, portanto, bem encaminhado para o regresso à competição, dentro de pouco mais de uma semana, em Sesto San Giovanni (Itália). "A cada par de semanas que
passa, sinto uma agradável melhoria na minha forma física", diz. Para tal muito tem contribuido também o período pós-treino. Esta semana a atleta experimentou pela primeira vez sessões de acunpuntura, para promover equilibrios e descontrair a musculatura. As sessões têm sido ministradas pelo fisioterapeuta António, o mesmo que a ajudou a ultrapassar por completo a lesão na coxa esquerda.

CAR "português"
Estar em Sierra Nevada não é o mesmo que estar em Portugal, mas por estes dias (não fosse a altitude) quase não se notaria a diferença. O Centro de Alto Rendimento recebia até aqui, para além de Susana Feitor e Inês Henriques, os também marchadores João Vieira, Vera Santos e Pedro Martins, este com a atleta que treina, a fundista Inês Monteiro. Mas esta semana chegou mais companhia, que torna o local um pouco mais português. Começaram a preparação em altitude os quatrocentistas António Rodrigues, João Ferreira, João Merêncio e Jorge Paula ( membros da estafeta nacional de 4x400 metros) e, a agora cada vez mais barreirista, Patricia Lopes, acompanhada do treinador Carlos Silva.
sábado, 18 de abril de 2009
Classificação do IAAF Race Walking Challenge
Decorreu este sábado em Wuxi (China) mais uma etapa do IAAF Race Walking Challenge que trouxe algumas novidades à classificação geral. Numa prova em que predominaram as atletas da casa, a vitória foi para a campeã olímpica Olga Kaniskina, em 1hora e 28 minutos, uma marca já de grande valia, que mostra o momento de forma da russa. Seguiram-se várias chinesas, com destaque para Jiang Jing (1h28'56'') e Liu Hong (1h30'01''), que ocuparam os restantes lugares do pódio. Tendo em conta que para muitas destas atletas foi a primeira prova pontuável para o circuito, nas três primeiras não há alterações. Quanto a Susana Feitor desce um lugar e é agora sexta, a par da chinesa Jing.
Kjersti Platzer 30 pontos
Inês Henriques 18 pontos
Claudia Steff 14 pontos
Vera Santos (POR) – 13 pontos; Olga Kaniskina (RUS) - 12 pontos; Jiang Jing (CHN) - 10 pontos; Susana Feitor (POR) – 10 pontos; Beatriz Pascual (ESP) - 9 pontos; Elisa Rigaudo (ITA) - 8 pontos; Liu Hong (CHN) - 8 pontos; Kristina Saltanovic (LTU) – 7 pontos; Yang Yawei (CHN) - 7 pontos; Johanna Jackson - (GBR) - 6 pontos; Shi Yang (CHN) - 6 pontos; Elena Ginko (BLR) - 5 pontos; Olga Povalyayeva (RUS) - 5 pontos; Tatyana Sibilieva (RUS) – 5 pontos; Wang Shanshan (CHN) - 5 pontos; Sun Limin (CHN) - 4 pontos; Ana Cabecinha (POR) – 4 pontos; Johana Ordoñez (ECU) - 4 pontos; Brigita Virbalyté (LTU) - 4 pontos; Sun Lihua (CHN) - 3 pontos; Ana Maria Groza (ROM) – 3 pontos; Zuzana Schindlerová (CZE) - 3 pontos; Tania Spindler (BRA) – 2 pontos; Bai Yanmin (CHN) - 2 pontos; Tatyana Korotkova (RUS) - 2 pontos; Marie Poli (SUI) - 2 pontos; Cisiane Lopes (BRA) – 1 ponto; Tatyana Gudkova (RUS) - 1 ponto; Maria Galiková (SVK) - 1 ponto; Julia Takacs (ESP) – 1 ponto; Sun Xueping (CHN) - 1 ponto
Lembramos que, tal como já anunciámos, a IAAF fez uma alteração ao regulamento, publicada no passado dia 1 de Abril, e, assim, já não são só as 12 marchadoras mais pontuadas que podem marcar presença na final do Challenge (19 de Setembro, em Saransk, na Russia). A prova (na distância de 10Kms) é aberta a todas as atletas, mas apenas entram nas contas finais para o prémio monetário as que tiverem presenças em, pelo menos 4 provas. A próxima competição pontuável é o Grande Prémio de Sesto San Giovanni (Itália), marcado para 1 de Maio, que contará com a presença de Susana Feitor.



Vera Santos (POR) – 13 pontos; Olga Kaniskina (RUS) - 12 pontos; Jiang Jing (CHN) - 10 pontos; Susana Feitor (POR) – 10 pontos; Beatriz Pascual (ESP) - 9 pontos; Elisa Rigaudo (ITA) - 8 pontos; Liu Hong (CHN) - 8 pontos; Kristina Saltanovic (LTU) – 7 pontos; Yang Yawei (CHN) - 7 pontos; Johanna Jackson - (GBR) - 6 pontos; Shi Yang (CHN) - 6 pontos; Elena Ginko (BLR) - 5 pontos; Olga Povalyayeva (RUS) - 5 pontos; Tatyana Sibilieva (RUS) – 5 pontos; Wang Shanshan (CHN) - 5 pontos; Sun Limin (CHN) - 4 pontos; Ana Cabecinha (POR) – 4 pontos; Johana Ordoñez (ECU) - 4 pontos; Brigita Virbalyté (LTU) - 4 pontos; Sun Lihua (CHN) - 3 pontos; Ana Maria Groza (ROM) – 3 pontos; Zuzana Schindlerová (CZE) - 3 pontos; Tania Spindler (BRA) – 2 pontos; Bai Yanmin (CHN) - 2 pontos; Tatyana Korotkova (RUS) - 2 pontos; Marie Poli (SUI) - 2 pontos; Cisiane Lopes (BRA) – 1 ponto; Tatyana Gudkova (RUS) - 1 ponto; Maria Galiková (SVK) - 1 ponto; Julia Takacs (ESP) – 1 ponto; Sun Xueping (CHN) - 1 ponto
Lembramos que, tal como já anunciámos, a IAAF fez uma alteração ao regulamento, publicada no passado dia 1 de Abril, e, assim, já não são só as 12 marchadoras mais pontuadas que podem marcar presença na final do Challenge (19 de Setembro, em Saransk, na Russia). A prova (na distância de 10Kms) é aberta a todas as atletas, mas apenas entram nas contas finais para o prémio monetário as que tiverem presenças em, pelo menos 4 provas. A próxima competição pontuável é o Grande Prémio de Sesto San Giovanni (Itália), marcado para 1 de Maio, que contará com a presença de Susana Feitor.
Primeiro teste com boas indicações

Segundo a própria, "o treino não foi nada de extraordinário, mas satisfatório. Este ainda não dá indicações sobre o momento de forma ou as capacidade competitivas, mas já estimula". Susana está com a forma mais atrasada do que no ano passado, mas em 2009 também começou a trabalhar mais tarde, pelo que é perfeitamente normal. Por isso, a forma consistente só vai aparecer mais para a frente. "Aos poucos vou sentindo que estou a melhorar, o que é possitivo", diz.

quinta-feira, 16 de abril de 2009
Susana já marcha sem dor

As boas notícias prendem-se com a lesão na coxa esquerda, que atormentou a atleta nas últimas semanas e impediu que terminasse o Grande Prémio de Rio Maior. O pior parece ja ter passado e Susana ontem marchou já sem qualquer tipo de dor. De qualquer das formas, mantém o tratamento ganhar mais confiança.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Arranca estágio em Sierra Nevada

Amanhã começa a rotina de treinos, com a sessão mais intensa a decorrer de manhã, cerca das 9.30h. Depois do almoço e de um período de descanso, Susana volta a treinar depois das 17.30h, corrida ou piscina, seguindo-se os habituais alongamentos e exercícios especificos. Será assim a primeira semana em Sierra Nevada, antes de um primeiro teste mais sério sobre distâncias curtas.
O objectivo de Susana para este estágio é recuperar das dores na perna esquerda e apurar a forma para o Grande Prémio de Sesto San Giovanni (Itália), prova integrada no IAAF Race Walking Challenge 2009 agendada para 1 de Maio.
domingo, 12 de abril de 2009
Novamente de partida para altitude

Já vos contei sobre a minha lesão de sábado passado e como dá para perceber, felizmente não é nada de grave. Preciso ter cuidado e nesse sentido tenho feito treino alternativo, ou seja executo todos os gestos desde que não provoquem dor. Esta foi uma semana em que as minhas sessões de treino foram essencialmente a correr, vou mantendo o trabalho aeróbio. No entanto, como correu tudo bem e não tive nenhum contra-tempo, estou a retomar a marcha lenta este fim-de-semana.
Posto isto, não vamos alterar a data de ida para o estágio que temos marcado para Sierra Nevada (já amanhã, segunda-feira), onde contamos com todo o apoio necessário à recuperação. Vamos 3 semanas para altitude e daí iremos competir a Itália, Sesto San Giovanni a 1 de Maio, que inicialmente tava em dúvida pois se os 20kms de Rio Maior dessem bons indicadores ainda iria decidir se iria ou não.
Dado que nos 3-4 dias iniciais da chegada à altitude temos de fazer adaptação aos 2320m, o treino é insignificante, por isso conto retomar o ritmo normal no final da semana que vem.
Até lá!
Beijinhos.
Posto isto, não vamos alterar a data de ida para o estágio que temos marcado para Sierra Nevada (já amanhã, segunda-feira), onde contamos com todo o apoio necessário à recuperação. Vamos 3 semanas para altitude e daí iremos competir a Itália, Sesto San Giovanni a 1 de Maio, que inicialmente tava em dúvida pois se os 20kms de Rio Maior dessem bons indicadores ainda iria decidir se iria ou não.
Dado que nos 3-4 dias iniciais da chegada à altitude temos de fazer adaptação aos 2320m, o treino é insignificante, por isso conto retomar o ritmo normal no final da semana que vem.
Até lá!
Beijinhos.
Susana Feitor
sábado, 11 de abril de 2009
Rio Maior e a lesão... esta e outras
Olá,
No sábado passado em Rio Maior, o meu resultado nos 20kms saiu... furado!!
As lesões são um dos aspectos fastidiosos do desporto, mas são algo com que os atletas têm de saber lidar, fazem parte da nossa carreira, uma vez que levamos constantemente o nosso corpo ao limite e às vezes ele cede. No entanto alguns momentos aborrecem-nos mais que outros, confesso que fiquei bastante chateada, em especial por ter sido “forçada” a parar numa das competições do IAAF Challenge, ainda por cima na minha terra!
Desde a competição no México que fiquei dorida em ambas as coxas, músculos posteriores. Melhorei entretanto, mas com o treino e competição de 10kms no final de Março, voltei a ter queixas. Fui recuperando com a ajuda da fisioterapeuta Susana Nogueira, no centro de preparação olímpica de Rio Maior, e notámos bons feedbacks.
A competição foi táctica desde o inicio, talvez pelo vento que se fazia sentir, mas o que é certo é que até aos 10kms o grupo dianteiro era grande e compacto, apenas com alguns ligeiros ataques da russa Sibileva, da Inês Henriques ou da irlandesa Olive. O andamento só se tornaria mais exigente após os 12-13kms. Entretanto, na passagem aos 10km já sentia uma dor aguda na minha coxa esquerda, o que me levou a parar uma vez na décima primeira volta (dos 11km para os 12km), fiz um ligeiro estiramento para tentar descontrair e retomei, pois senti que se marchasse com mais cuidado, mesmo que ficasse longe da luta do pódio, seria importante terminar. Mas a dor manteve-se e antes dos 13kms voltei a parar, já que abrandar não aliviou. E… decidi não continuar!
Lesão sem gravidade
No inicio da semana fui reavaliada pelo departamento médico da FPA e a ecografia confirmou uma ruptura minúscula de 2mm, um “achado ecográfico”, nada de grave! Mas se tivesse continuado talvez tivesse outro final e provavelmente agora poderia não conseguir a treinar por uns tempos.
Infelizmente nada de novo para mim, não só porque este tipo de situações são de algum modo habituais no desporto de alta competição, mas porque noutras circunstâncias idênticas tomei decisões diferentes e fui aprendendo a lidar com estas situações.
Na verdade tenho boas e más memórias relacionadas com lesões e competição.
Das boas, poderia destacar várias, mas recordo sempre a marca de 1h28'19'' nos 20kms em Hildesheim (GER) em 2001, num circuito irregular, em que aos 12,5kms senti uma dor aguda no músculo posterior da coxa direita, abrandei por uns metros, mas consegui arranjar uma forma confortável de marchar e consegui ir bem até ao fim. Dois dias depois a ecografia acusava uma ruptura de 10mm!
Das más memórias, destaco os 20kms em Sydney nos Jogos Olímpicos em 2000, em que apesar de ter conseguido um 14º lugar o meu esforço foi tremendo, pois uma semana antes no último treino de ritmo, quase no final senti uma “pontada” agressiva na face posterior da coxa esquerda, já sentia uma moinha há alguns dias e naquele dia foi a estucada final. A ecografia confirmou uma ruptura de 19mm. Dado que estávamos em Sydney e a poucos dias de competir, regressar estava fora de questão, devia esperar melhorar um pouco e só depois viajar tanta hora. Então decidi avançar na mesma, não estava perante uma competição qualquer e o pior que poderia acontecer seria não chegar ao fim. Com a coxa imobilizada fui aguentando e terminei em 14º, agravei a lesão, mas consegui chegar ao fim. A dureza acabou por ser também psicológica, pois sentia-me em grande forma, mas limitada. É uma memória difícil, mas chegar ao fim compensou o sacrifício. Em 2002 no campeonato da Europa em Munique, a história não foi muito diferente da de sábado em Rio Maior, mas com consequências bem mais graves, a dor aguda foi súbita e bastante mais forte aos 11kms, tive mesmo de parar. Mais uma vez fiz uma ruptura, na face posterior da coxa direita e desta vez acompanhada com derrame. Resultou numa paragem de 3 semanas.
Acompanhamento melhorou
O percurso na vida do alto rendimento é mesmo assim, é feito de momento fantásticos e de momentos difíceis. Precisamos saber dar a volta por cima e ter a paciência para recuperar bem de modo a retomar o caminho, com uma boa dose de aprendizagem.
É claro, que o ideal será termos fácil acesso a profissionais que nos ajudam não só a optimizar as nossas capacidades desportivas, como também a evitar danos graves e ensinar como dar a volta às várias situações quem nos vão aparecendo. Na verdade só nos últimos 10 anos as coisas melhoraram significativamente e tenho tido significativamente menos lesões. Em determinada fase do meu percurso como atleta não tive o acompanhamento adequado, nem eu ou o meu treinador tínhamos o conhecimento suficiente para determinar um limite ou programar o treino com sessões complementares para evitar algumas lesões. E talvez por alguma teimosia e muito querer, que são precisos, cometi alguns exageros em treinos e competições, em que não devia tido qualquer receio em parar ou adaptar as sessões de treino. E após 20 anos de alta competição tenho os meus músculos posteriores, de ambas as coxas, um pouco alterados (desarranjos musculares) devido a várias contraturas e rupturas.
A importância da saúde oral
São vários os cuidados que devemos ter com o nosso corpo. Por exemplo, ter uma higiene oral impecável é uma “arma” forte para prevenir algumas lesões musculares. Devemos ir com regularidade ao dentista (2-3x/ano) para controlar os nossos dentes e as gengivas. As cáries escondidas, inflamações que não damos conta ou outras situações que podemos não estar a controlar, podem debilitar o nosso organismo. Um foco infeccioso na boca pode afectar outros órgãos do nosso organismo. Um atleta pode perder até 20% do seu rendimento por distúrbios dentários.
A saúde oral é um aspecto fundamental para o nosso bem-estar geral e num atleta torna-se mais evidente. E por esta razão, quando saí da ecografia e soube o resultado falei de imediato com a dentista, que me observou no mesmo dia para excluir os dentes como uma provável causa. Sessões de treino e alongamentos próprios, uma alimentação equilibrada, uma suplementação adequada e uma boa recuperação (massagem/jacuzzi) após os treinos mais intensos, são ingredientes suficientes para ir prevenindo os danos.
Susana Feitor
No sábado passado em Rio Maior, o meu resultado nos 20kms saiu... furado!!
As lesões são um dos aspectos fastidiosos do desporto, mas são algo com que os atletas têm de saber lidar, fazem parte da nossa carreira, uma vez que levamos constantemente o nosso corpo ao limite e às vezes ele cede. No entanto alguns momentos aborrecem-nos mais que outros, confesso que fiquei bastante chateada, em especial por ter sido “forçada” a parar numa das competições do IAAF Challenge, ainda por cima na minha terra!
Desde a competição no México que fiquei dorida em ambas as coxas, músculos posteriores. Melhorei entretanto, mas com o treino e competição de 10kms no final de Março, voltei a ter queixas. Fui recuperando com a ajuda da fisioterapeuta Susana Nogueira, no centro de preparação olímpica de Rio Maior, e notámos bons feedbacks.
A competição foi táctica desde o inicio, talvez pelo vento que se fazia sentir, mas o que é certo é que até aos 10kms o grupo dianteiro era grande e compacto, apenas com alguns ligeiros ataques da russa Sibileva, da Inês Henriques ou da irlandesa Olive. O andamento só se tornaria mais exigente após os 12-13kms. Entretanto, na passagem aos 10km já sentia uma dor aguda na minha coxa esquerda, o que me levou a parar uma vez na décima primeira volta (dos 11km para os 12km), fiz um ligeiro estiramento para tentar descontrair e retomei, pois senti que se marchasse com mais cuidado, mesmo que ficasse longe da luta do pódio, seria importante terminar. Mas a dor manteve-se e antes dos 13kms voltei a parar, já que abrandar não aliviou. E… decidi não continuar!
Lesão sem gravidade
No inicio da semana fui reavaliada pelo departamento médico da FPA e a ecografia confirmou uma ruptura minúscula de 2mm, um “achado ecográfico”, nada de grave! Mas se tivesse continuado talvez tivesse outro final e provavelmente agora poderia não conseguir a treinar por uns tempos.
Infelizmente nada de novo para mim, não só porque este tipo de situações são de algum modo habituais no desporto de alta competição, mas porque noutras circunstâncias idênticas tomei decisões diferentes e fui aprendendo a lidar com estas situações.
Na verdade tenho boas e más memórias relacionadas com lesões e competição.
Das boas, poderia destacar várias, mas recordo sempre a marca de 1h28'19'' nos 20kms em Hildesheim (GER) em 2001, num circuito irregular, em que aos 12,5kms senti uma dor aguda no músculo posterior da coxa direita, abrandei por uns metros, mas consegui arranjar uma forma confortável de marchar e consegui ir bem até ao fim. Dois dias depois a ecografia acusava uma ruptura de 10mm!
Das más memórias, destaco os 20kms em Sydney nos Jogos Olímpicos em 2000, em que apesar de ter conseguido um 14º lugar o meu esforço foi tremendo, pois uma semana antes no último treino de ritmo, quase no final senti uma “pontada” agressiva na face posterior da coxa esquerda, já sentia uma moinha há alguns dias e naquele dia foi a estucada final. A ecografia confirmou uma ruptura de 19mm. Dado que estávamos em Sydney e a poucos dias de competir, regressar estava fora de questão, devia esperar melhorar um pouco e só depois viajar tanta hora. Então decidi avançar na mesma, não estava perante uma competição qualquer e o pior que poderia acontecer seria não chegar ao fim. Com a coxa imobilizada fui aguentando e terminei em 14º, agravei a lesão, mas consegui chegar ao fim. A dureza acabou por ser também psicológica, pois sentia-me em grande forma, mas limitada. É uma memória difícil, mas chegar ao fim compensou o sacrifício. Em 2002 no campeonato da Europa em Munique, a história não foi muito diferente da de sábado em Rio Maior, mas com consequências bem mais graves, a dor aguda foi súbita e bastante mais forte aos 11kms, tive mesmo de parar. Mais uma vez fiz uma ruptura, na face posterior da coxa direita e desta vez acompanhada com derrame. Resultou numa paragem de 3 semanas.
Acompanhamento melhorou
O percurso na vida do alto rendimento é mesmo assim, é feito de momento fantásticos e de momentos difíceis. Precisamos saber dar a volta por cima e ter a paciência para recuperar bem de modo a retomar o caminho, com uma boa dose de aprendizagem.
É claro, que o ideal será termos fácil acesso a profissionais que nos ajudam não só a optimizar as nossas capacidades desportivas, como também a evitar danos graves e ensinar como dar a volta às várias situações quem nos vão aparecendo. Na verdade só nos últimos 10 anos as coisas melhoraram significativamente e tenho tido significativamente menos lesões. Em determinada fase do meu percurso como atleta não tive o acompanhamento adequado, nem eu ou o meu treinador tínhamos o conhecimento suficiente para determinar um limite ou programar o treino com sessões complementares para evitar algumas lesões. E talvez por alguma teimosia e muito querer, que são precisos, cometi alguns exageros em treinos e competições, em que não devia tido qualquer receio em parar ou adaptar as sessões de treino. E após 20 anos de alta competição tenho os meus músculos posteriores, de ambas as coxas, um pouco alterados (desarranjos musculares) devido a várias contraturas e rupturas.
A importância da saúde oral
São vários os cuidados que devemos ter com o nosso corpo. Por exemplo, ter uma higiene oral impecável é uma “arma” forte para prevenir algumas lesões musculares. Devemos ir com regularidade ao dentista (2-3x/ano) para controlar os nossos dentes e as gengivas. As cáries escondidas, inflamações que não damos conta ou outras situações que podemos não estar a controlar, podem debilitar o nosso organismo. Um foco infeccioso na boca pode afectar outros órgãos do nosso organismo. Um atleta pode perder até 20% do seu rendimento por distúrbios dentários.
A saúde oral é um aspecto fundamental para o nosso bem-estar geral e num atleta torna-se mais evidente. E por esta razão, quando saí da ecografia e soube o resultado falei de imediato com a dentista, que me observou no mesmo dia para excluir os dentes como uma provável causa. Sessões de treino e alongamentos próprios, uma alimentação equilibrada, uma suplementação adequada e uma boa recuperação (massagem/jacuzzi) após os treinos mais intensos, são ingredientes suficientes para ir prevenindo os danos.
Susana Feitor
domingo, 5 de abril de 2009
Classificação do IAAF Race Walking Challenge
Cumprida que está a segunda etapa do circuito mundial de marcha (e mais duas provas da Associação Europeia de Atletismo também pontuáveis para o IAAF Race Walking Challenge), Kjersti Platzer segue imparável. A norueguesa, que já venceu esta competição o ano passado, soma depois de Rio Maior 30 pontos. Com o pódio na sua terra natal Inês Henriques consolidou a segunda posição com 18 pontos. O terceiro lugar é agora ocupado pela romena Claudia Steff. Susana Feitor, face à desistência este fim de semana, viu-se ultrapassada também por Vera Santos. Segue na quinta posição com 10 pontos.
Kjersti Platzer 30 pontos
Inês Henriques 18 pontos
Claudia Steff 14 pontos
Vera Santos (POR) – 13 pontos; Susana Feitor (POR) – 10 pontos; Beatriz Pascual (ESP) - 9 pontos; Elisa Rigaudo (ITA) - 8 pontos; Kristina Saltanovic (LTU) – 7 pontos; Johanna Jackson - (GBR) - 6 pontos; Elena Ginko (BLR) - 5 pontos; Olga Povalyayeva (RUS) - 5 pontos; Tatyana Sibilieva (RUS) – 5 pontos; Ana Cabecinha (POR) – 4 pontos; Johana Ordoñez (ECU) - 4 pontos; Brigita Virbalyté (LTU) - 4 pontos; Ana Maria Groza (ROM) – 3 pontos; Zuzana Schindlerová (CZE) - 3 pontos; Tania Spindler (BRA) – 2 pontos; Tatyana Korotkova (RUS) - 2 pontos; Marie Poli (SUI) - 2 pontos; Cisiane Lopes (BRA) – 1 ponto; Tatyana Gudkova (RUS) - 1 ponto; Maria Galiková (SVK) - 1 ponto; Julia Takacs (ESP) – 1 ponto
Entretanto, ao contrário do que estava no regulamento inicial, a IAAF fez uma alteração publicada no passado dia 1 de Abril, e, assim, já não são só as 12 marchadoras mais pontuadas que podem marcar presença na final do Challenge (19 de Setembro, em Saransk, na Russia). A prova (na distância de 10Kms) é aberta a todas as ateltas, mas apenas entram nas contas finais para o prémio monetário as que tiverem presenças em, pelo menos 4 provas. A próxima competição pontuável é o Grande Prémio da China, em Wuxi, nos dias 18 e 19 deste mês.



Vera Santos (POR) – 13 pontos; Susana Feitor (POR) – 10 pontos; Beatriz Pascual (ESP) - 9 pontos; Elisa Rigaudo (ITA) - 8 pontos; Kristina Saltanovic (LTU) – 7 pontos; Johanna Jackson - (GBR) - 6 pontos; Elena Ginko (BLR) - 5 pontos; Olga Povalyayeva (RUS) - 5 pontos; Tatyana Sibilieva (RUS) – 5 pontos; Ana Cabecinha (POR) – 4 pontos; Johana Ordoñez (ECU) - 4 pontos; Brigita Virbalyté (LTU) - 4 pontos; Ana Maria Groza (ROM) – 3 pontos; Zuzana Schindlerová (CZE) - 3 pontos; Tania Spindler (BRA) – 2 pontos; Tatyana Korotkova (RUS) - 2 pontos; Marie Poli (SUI) - 2 pontos; Cisiane Lopes (BRA) – 1 ponto; Tatyana Gudkova (RUS) - 1 ponto; Maria Galiková (SVK) - 1 ponto; Julia Takacs (ESP) – 1 ponto
Entretanto, ao contrário do que estava no regulamento inicial, a IAAF fez uma alteração publicada no passado dia 1 de Abril, e, assim, já não são só as 12 marchadoras mais pontuadas que podem marcar presença na final do Challenge (19 de Setembro, em Saransk, na Russia). A prova (na distância de 10Kms) é aberta a todas as ateltas, mas apenas entram nas contas finais para o prémio monetário as que tiverem presenças em, pelo menos 4 provas. A próxima competição pontuável é o Grande Prémio da China, em Wuxi, nos dias 18 e 19 deste mês.
sábado, 4 de abril de 2009
Susana desiste em mais uma vitória de Platzer

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20 kms Femininos
1ª Kjersti Platzer (Noruega) 1h30'35''
2ª Vera Santos (Portugal) 1h30'49''
3ª Inês Henriques (Portugal) 1h31'05''
4ª Kristina Saltanovic (Lituânia) 1h31'26''
5ª Claudia Steff (Roménia) 1h31'54'
6ª Tatyana Sibileva (Russia) 1h31'59''
7ª Ana Cabecinha (Portugal) 1h33'05''
8ª Ana Maria Groza (Roménia) 1h35'03''
9ª Tania Spindler (Brasil) 1h35'43''
10ª Cisiane Lopes (Brasil) 1h35'43''
.
20 Kms Masculinos
1º Hao Wang (China) 1h19'27''
2º Giorgio Rubino (Itália) 1h19'37''
3º Eryk Tysse (Noruega) 1h19'44''
4º Yafei Chu (China) 1h21'10''
5º Jesus Sanchez (México) 1h21'14''
6º Andre Hohne (Alemanha) 1h21'30''
7º Ivan Trotski (Bielorussia) 1h22'33''
8º José Bagio (Brasil) 1h22'53''
9º João Vieira (Portugal) 1h23'24''
10º Faguang Xu (China) 1h25'06''
IAAF Race Walking Challenge, Rio Maior, Hoje, 17 horas
Susana Feitor cumpre esta tarde a sua terceira participação do ano, depois do quinto lugar de Chihuahua (México) e do terceiro em Santa Eulália (Espanha), em provas pontuáveis para o IAAF Race Walking Challenge 2009. A marchadora compete em casa, perante o seu público, no Grande Prémio Internacional de Rio Maior. Vamos estar atentos e contar tudo o que se vai passar na prova. Os resultados logo após a conclusão dos 20Kms marcha femininos.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Página de apoio no Facebook
Foi criado por uma fã de Susana Feitor uma página de apoio no Facebook. Para os habituais utilizadores da rede social basta fazer uma busca por "fans susana feitor" e aderir ou grupo ou então entrar através do link directo http://www.facebook.com/home.php#/group.php?sid=d6bc7929549aaf97b2eeaaa07fbbd3e1&gid=47806020208&ref=search
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Há um ano foi assim...

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