Susana Feitor faz amanhã o seu regresso à competição após os Mundiais de Berlim. A marchadora participa nos 3 kms do Grande Prémio de Guadix (Espanha), terra natal de "Paquillo" Fernandez. A prova serve mesmo de homenagem a um ex-treinador do espanhol, que faleceu com cancro. Guadix é uma localidade de boa memória para Susana onde venceu no ano passado à frente de Kjersti Platzer e Vera Santos. Um resultado que serviu para ganhar confiança após o desaire olímpico e que pouco depois a levou à vitória na final do IAAF Race Walking Challenge. Este ano a norueguesa não está presente, mas há outros nomes a ter em conta como Olive Loughnane e Vera Santos (2ª e 5ª no Mundial, respectivamente), ou a romena Claudia Steff. A partida é dada às 18h30m (menos uma hora em Lisboa).
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Susana marcha em Guadix
Susana Feitor faz amanhã o seu regresso à competição após os Mundiais de Berlim. A marchadora participa nos 3 kms do Grande Prémio de Guadix (Espanha), terra natal de "Paquillo" Fernandez. A prova serve mesmo de homenagem a um ex-treinador do espanhol, que faleceu com cancro. Guadix é uma localidade de boa memória para Susana onde venceu no ano passado à frente de Kjersti Platzer e Vera Santos. Um resultado que serviu para ganhar confiança após o desaire olímpico e que pouco depois a levou à vitória na final do IAAF Race Walking Challenge. Este ano a norueguesa não está presente, mas há outros nomes a ter em conta como Olive Loughnane e Vera Santos (2ª e 5ª no Mundial, respectivamente), ou a romena Claudia Steff. A partida é dada às 18h30m (menos uma hora em Lisboa).
domingo, 16 de agosto de 2009
Berlim 09: Décima no décimo!!
Promessa cumprida! Um lugar nas dez primeiras era o objectivo de Susana Feitor e foi mesmo décima (1h32m42s) no seu décimo Mundial! Pela quinta vez conseguiu um lugar entre as melhores e garantiu a entrada para a Prepol (Programa de Preparação Olímpica) como semi-finalista. A prova foi ganha pela russa Olga Kaniskina (1h28m09s) que defendeu com grande autoridade o título de há dois anos. Olive Loughnane (Irlanda) foi segunda e Hong Liu (China) terceira. Num brilhante quinto lugar chegou Vera Santos, antes de nomes como Beatriz Pascual e Elisa Rigaudo. Susana, que depois do ataque da russa resguardou-se num lugar a rondar o décimo sexto, foi subindo e nas últimas quatro voltas ganhou varias posições (até a Inês Henriques, que foi décima primeira). Inesperadamente de fora ficou a vice-campeã olímpica Kjersti Platzer (desqualificada) e a espanhola Maria Vasco (desistência).Para Susana foi um prémio mais que merecido, já que teve uma época cheia de imprevistos e cujo apuramento para Berlim não foi fácil. Por tudo isso, aqui desde Berlim o ambiente não podia ser mais festivo. Agora descansa-se para mais logo celebrar... por Susana e pelas restantes portuguesas, todas entre as onze primeiras, numa prova muito dura por causa do calor.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Berlim 09: As favoritas
São 49 as marchadoras que no domingo vão lutar pelo título de Campeã do Mundo dos 20 Kms. Vai ser uma luta acesa, até porque, apesar da vitória de há 2 anos anos em Osaka, Olga Kaniskina já perdeu esta temporada com Kjersti Platzer, embora em 10 kms. Vamos olhar para as principais adversárias de Susana Feitor. A norueguesa tem só a sétima marca do ano (1h28'50''), mas só perdeu uma vez (2ª na Corunha), dominando por completo o IAAF Race Walking Challenge. Aliás, as duas últimas temporadas foram as melhores da nórdica que em
Cracóvia impôs uma rara derrota à campeã olímpica. É uma das apostas mais seguras para o pódio, senão mesmo para o ouro. Como em anos anteriores, Olga Kaniskina apareceu pouco. Esteve prevista para Sesto San Giovanni, mas à ultima hora faltou. Esteve na Polónia, mas perdeu ao sprint com Platzer numa das surpresas da época, o que faz dela menos favorita. Apesar disso lidera a lista do ano com 1h24'56'', uma daquelas marcas só conseguidas na Russia, que não foi hom
ologada recorde do mundo. Com ela estão também Larisa Emelyanova, Anysia Kirdiapkina e Vera Sokolova, todas com resultados abaixo de 1h26'. Se confirmarem as marcas também podem entrar na luta. Elisa Rigaudo foi medalha de bronze em Pequim e por isso tem que se contar com ela. A transalpina teve uma primeira metade de época muito boa e entra no top10 do ano. No entanto, depois de marchar na etapa italiana do IAAF Race Walking Challenge, falhou a Taça da Europa e reapareceu em Dublin onde perdeu dois minutos para Susana Feitor. Se estiver em forma é uma das marchadoras para os lugares da frente. À semelhança de outras candidatas, a espanhola Maria Vasco quase não apareceu este ano. Mas quando marcou pre
sença foi para ganhar. Sem marca até então, bateu a concorrência na Taça da Europa. A marca conseguida não a deixa, no entanto, entrar nas melhores do ano. Há duas semanas participou no Campeonato de Espanha, mas desistiu aos seis quilómetros. Maria é daquelas que vai sempre à luta, e, se o andamento estiver lento, pode ser bem ela a puxar o pelotão. Sa
bine Zimmer Krantz tem a oportunidade de brilhar perante o seu público. A alemã, capaz do melhor e do pior, impôs a Platzer a única derrota do ano. Foi na Corunha, onde a norueguesa acabou indisposta. Os seus 1h29'03'' fazem dela a oitava da lista mundial. Vera Santos, que surpreendeu muita gente com o 3º lugar na Taça do Mundo de 20
08, tem sido de grande regularidade. Este ano é a décima do mundo com 1h29'27'' e esteve sempre na luta pelos lugares de topo em todas as provas em que entrou, com destaque para o 2º lugar em Rio Maior e para desqualificação na Taça da Europa, quando seguia em posição medalhável. A força que demonstra pode deixar muita gente para trás. Tal como Vera Santos, Inês Henriq
ues também seguia entre as da frente na Taça da Europa quando foi desqualificada. Este ano já ficou próxima do seu melhor de sempre e sagrou-se campeã nacional de estrada e de pista. A companheira de treinos de Susana Feitor pode repetir o 7º lugar de Osaka (ou até melhora-lo), pois
quer "vingar" a ausência em Pequim. Chamada de atenção ainda para Olive Loughnane. O ano passado conseguiu entrar no top 8 olímpico e em 2009 surpreendeu pela forma autoritária como venceu em casa do Grande Prémio de Dublin. Ainda não se mostrou na forma de Pequim, mas pode bem fazê-lo em Berlim. Be
atriz Pascual é a outra espanhola em prova. Deu o salto para o grupo das melhores do mundo em 2008 com o 6º lugar olímpico. Este ano já baixou de 1h30', mas a segunda metade da temporada tem sido apagada. Não compareceu sequer aos Campeonatos de Espanha. Será uma incógnita, mas há mais nessa condição. As chinesas chegam aos grandes palcos com marcas que impressionam (este ano há também duas japonesas nessas condições: Fuchice e Kawasaki), mas nos últimos a
nos não têm confrimado. Entre estas há um nome que se destaca pela qualidade demonstrada em temporadas anteriores. Hong Liu, com 1h27'17'', tem uma das melhores marcas entre as inscritas, embora em 2009 tenha "apenas" 1h30'01''. De Susana já muito falámos. Sabemos que de todas é a mais experiente. Não teve a melhor das épocas, mas na altura de mostrar que queria ir ao seu décimo Mundial impôs-se com a categoria que lhe é conhecida. Esperamos mais uma prova de garra, como nos habituou. Ela quer ser top 10. Se os problemas que a atormentaram parte da época não surgirem, pode ir mais longe. De Berlim deixa-nos a mensagem que se segue.
Tá quase na hora... do 10º!
Direkt aus Berlin...
Estamos num hotel enorme na zona sudeste da cidade.
A envolvência este ano quase se parece a uns Jogos Olímpicos, é que vão ser batidos muitos recordes, em especial os de participação, a começar na nossa equipa, com 30 atletas.
Hoje realizámos um treino de relax pela manhã, num parque belíssimo, aqui perto do nosso hotel.
Um treino luso-brasileiro, pois para além da maioria dos marchadores portugueses, também estiverem marchadores brasileiros. A minha prova será no domingo às 12h, depois de tantas previsões climatéricas, a única que sei é que será igual para todas as concorrentes e será num local histórico.
isso quero desfrutar da melhor maneira estes 20km, que se prevêem muito competitivos. Tal como já disse várias vezes, num campeonato do mundo como este, existe um lote de 14-16 marchadoras, em que qualquer uma delas pode disputar os lugares da frente e penso que nós, portuguesas, estamos nesse lote. Em mim habitam pensamentos positivos, mas sem esquecer que no desporto de alto rendimento é sempre tudo possível. Por isso todos os resultados que conquistar acima dessas minhas expectativas, serão um excelente reforço do prazer que sinto em estar numa competição destas.
Cá estou eu a dar início à minha décima participação num Mundial… Como o tempo “foge”!!
Desejo a todos que desfrutem duma boa semana de atletismo ao mais alto nível... seja no estádio, ou na zona da Brandenburger Tor (para os cá estão!), ou desfrutem pela televisão, pela rádio, pelos jornais, ou pela internet…
Viel Glück Team Portugiesisch
Auf Wiedersehen
Susana Feitor
Portugal já está em Berlim
A selecção nacional de atletismo chegou ontem ao final do dia a Berlim (Alemanha), onde começam amanhã os Mundiais. Os atletas estão instalados num hotel da periferia da capital alemã e já em fase de concentração máxima, visto que alguns entram em competição logo na manhã de sábado. A prova de Susana Feitor, os 20 Kms Marcha, é no domingo ao meio-dia, 11 horas em Portugal.
sábado, 20 de junho de 2009
Susana desiste
De destacar, na prova masculina, o mínimo 'A' para Berlim conquistado por João Vieira. Foi sétimo com 1h21'45''. João, tal como o seu irmão Sérgio, já tinham mínimo 'B'. Assim, tudo indica que os dois poderão estar presentes na Alemanha.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Ana Cabecinha não vai à Corunha
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Concorrência para a Corunha
É amanhã (quinta-feira) a partida de Susana Feitor para a Corunha (Espanha), onde cumpre sábado mais uma etapa do IAAF Race Walking Challenge. A prova tem factor decisivo na escolha da terceira portuguesa para os Mundiais de Berlim, estando a dúvida entre a marchadora de Rio Maior e a recordista nacional Ana Cabecinha. Ao que tudo indica, a que fizer melhor resultado na Corunha garante o lugar. Pré-seleccionadas estão já Vera Santos e Inês Henriques. As quatro alinham no Grande Prémio Cantones, tal como as também portuguesas Maribel Gonçalves e Ana Claudia Conceição. Para além do interesse na luta directa Feitor-Cabecinha e nas prestações das consistentes Santos e Henriques, a prova promete muita animação com uma lista de incritas repleta de primeiros planos. Destaque para a armada chinesa liderada por Liu Hong (4ª nos JO). Presentes também a espanhola Beatriz Pas
cual, a alemã Sabine Zimmer Krantz, as lituanas Kristina Saltanovic e Sonata Milusauskaite e a romena Ana Maria Groza. Apesar de não constar na lista de inscritas, o site da Federação Galega assegura que a norueguesa Kjersti Platzer estará presente. A confirmar-se, a líder do circuito será a favorita incontestável à vitória. As ausências mais notadas são as de Maria Vasco (recente vencedora da Taça da Europa), Olga Kaniskina e Elisa Rigaudo.terça-feira, 16 de junho de 2009
Contagem decrescente para a Corunha
terça-feira, 26 de maio de 2009
Zangada ou Desolada... Nem sei!... Por agora é preciso continuar, isso eu sei!
Tive um inicio tardio e tenho treinado com altos e baixos, como é habitual em qualquer preparação, mas à excepção da competição em Ibiza, a 28 de Março, nesta época ainda não consegui concretizar em competição o que tenho vindo a produzir em treino.
No ano passado, nesta altura tínhamos estado a preparar a Taça do Mundo na Rússia e, apesar de ter tido boas prestações no Campeonato Nacional (campeã com 1h29'31'') e depois em Abril, em Rio Maior (2ª com a mesma marca), o que é certo é que antes da Rússia tive doente, com gripe, e não fui nas melhores condições. Foi uma fase complicada na preparação, mas o esforço resultou num 10º lugar com 1h29'38.
Este ano pouco a pouco tenho vindo a subir, com alguns contra-tempos, que mais ou menos vou conseguindo controlar. Mas no treino tenho vindo a subir gradualmente ao ponto de me encontrar melhor que no ano passado na mesma altura, pelo menos todos os indicadores vão nesse sentido.Só que por uma lesão ou outra (uma na face posterior da coxa em Abril, em Rio Maior, outra na zona abdominal que primeiro deu sinal em Itália), o que é certo é que não tenho sido capaz de demonstrar em competição a marca que sinto ser capaz de fazer.
É mesmo revoltante, chegando a causar uma zanga cá dentro que não me é nada habitual. Pois o tempo vai passando e as oportunidades de justificar o nosso trabalho e o nosso empenho também vão passando.
Este domingo, Metz marcou dum modo muito agressivo a maioria dos atletas da selecção nacional. Nenhum dos atletas que ficaram longe dos seus objectivos, treina tanto e se empenha tanto, para que as contas saiam assim "tão furadas"... podemos apenas pensar que o desporto de alta competição é mesmo assim... e é! Mas tanto? Bolas, até parece mentira!!
O dia estava muito quente e húmido, mas não era por isso que qualquer atleta iria modificar o seu objectivo. Adapta-se a estratégia e a táctica, nada mais. E foi o que fiz!
Senti-me bastante bem no aquecimento, apesar dos habituais desconfortos abdominais (são raras as excepções que não sinto isso). Pensei bem como seria a minha história e a maneira como me iria impor, em primeiro a mim e depois às demais atletas. Olhei em redor e estava a sentir algo similar ao que senti em 2008 a 21 de Setembro na final do Challenge, em Murcia. Se o meu resultado individual me satisfizesse, iria compor bem o grupo português, bastaria que as 4 tivessem uma prestação "normal"...
Decidi esquecer as adversárias, concentrar-me na equipa e fazer a minha prova... à Susana Feitor! E isso é o quê? Simples... estar tranquila, esquecer os incómodos (físicos ou psicológicos), partir decidida, mas muito descontraída, desfrutar e apenas dar importância à frequência cardiaca/ritmo e abastecimentos. O resto que não depende de mim, como por exemplo as adversárias... deixar ir.O meu empenho é sempre o melhor que posso, mas como se trata duma competição colectiva, mesmo em situação extrema de incapacidade penso sempre em ir até ao fim ou até não aguentar, pois nunca se sabe o que pode acontecer e uma prestação por mais pobre que seja pode ser altamente relevante para a pontuação do grupo.
Ao tiro da partida e depois de carregar no relógio lá fui. Saí bem, a controlar as variáveis que me são possíveis de o fazer... o ritmo ia bom, abastecimento também bom... senti que poderia impor um esforço para passar aos 10 kms entre 45'15 e os 45'45, para depois aguentar e dobrar a segunda parte. Tudo correu assim... mas apenas durante os primeiros 5 kms.
De um momento para o outro, senti novamente a zona direita do meu abdominal a incomodar... de imediato abrando! Mas ao contrário do que se passou em Itália, desta vez parar não alterou nada, a dor foi permanente. Na passagem pelo abastecimento pedi gelo, pois podia ser que ajudasse a aliviar... mas nem por isso ajudou muito. Parei várias vezes para descontrair.
Entretanto podia ir assistindo à disputa da Inês Henriques e da Vera Santos, que na frente iam discutindo com as russas os lugares no pódio. Mas quando fui ficando para trás, a Ana Cabecinha, também cada vez mais atrasada por problemas físicos, apanhou-me e entre nós pairava o sentimento que pela equipa tinhamos de continuar até onde fosse preciso. Ainda por cima, a avistarem-se dois possíveis lugares no pódio para a Inês e para a Vera, significaria que no colectivo tudo seria possível.E foi esse sentimento que nos foi alimentando o esforço ao longo dos restantes quilómetros, cada vez que via a Ana, gritava-lhe que não podíamos desistir e ela respondia que não sabia se aguentava, mas ia conseguindo ir... tínhamos de aguentar e chegar ao fim!
Tive de deixar passar muita gente. Já não conseguia reagir a nada, não que estivesse cansada, pois nem o calor me desgastou, mas a limitação física tramou-me!!Após os 14 kms vi a disputa acesa entre as nossas atletas na frente, senti que mais uma vez poderíamos fazer uma boa classificação colectiva, mas a minha atenção começava a ficar cada vez mais na tentativa de relaxar o meu abdómen para chegar à meta.
Sempre que podia gritava para as minhas colegas manterem a cabeça fria e terem calma pois ainda tínhamos 6 kms pela frente e controlar seria a palavra de ordem. Nisto, a Vera queixa-se que lhe mostraram a raquete vermelha, mas que não parou, pois não viu as três faltas necessárias no quadro. Limitei-me a concordar, para que seguisse, às vezes ocorrem falhas... mas não era falha alguma! E o pior é que a Inês também "levou" faltas... Tanto a Vera como a Inês tiveram as três necessárias faltas para a indesejada raquete vermelha da desclassificação... e antes dos 18 kms ambas foram desqualificadas por faltas técnicas, de suspensão e flexão.
Assim que me apercebi do sucedido, só me apeteceu chorar. Bolas! Não conseguia acreditar. Logo as duas??!! Parecia brincadeira de mau gosto, mas era verdade!
Tanto sacrifício, mas tanto... e estava a custar-me tanto ir até ao fim. Correu-me o sangue quente nas veias, engoli em seco e decidi parar, pois o que me estava a carregar até à meta não era o meu valor pessoal/individual, mas apenas e só nosso valor como grupo!
Tristeza e revolta apoderou-se de todas nós! Nada nem ninguém poderia alterar fosse o que fosse!
Enfim... a Alta Competição é mesmo assim... todos sabemos!
É com sucessos e desaires que se percorrem os caminhos.
Mas o vencedor não é só aquele que chega em primeiro lugar à meta... acreditem... é também aquele que depois de cair consegue levantar-se!
Em frente é o caminho... e é preciso seguir!!
Susana Feitor
domingo, 24 de maio de 2009
Aconteceu o pior
Uma prestação para esquecer das marchadoras portuguesas deitou tudo a perder na Taça da Europa. Inês Henriques e Vera Santos iam na luta pelos primeiros três lugares aos 16 quilómetros quando foram desclassificadas e hipotecaram uma subida colectiva ao pódio, num dia em que a vitória sorriu à regressada espanhola Maria Vasco, que não fazia 20 Kms desde os Jogos Olímpicos. Susana Feitor, como nos disse ontem, sentia-se bem e até aos 5 quilómetros andou com as da frente. No segundo quarto da prova começou a ceder e a meio era já 21ª, bem longe das primeiras. Quando percebeu que Portugal já não pontuava, desistiu para acabar com o sofrimento em que seguia. Uma primeira metade de temporada menos conseguida para a marchadora de Rio Maior que viu Ana Cabecinha ser 13ª, a única portuguesa a concluir com 1h37'59''. A Russia venceu, seguida da Espanha, numa tarde muito quente que condicionou os tempos registados. A Eslováquia foi surpreendente terceira, aproveitando os falhanços colectivos de Portugal, Roménia e Lituânia, e subiu ao pódio como se vê nesta imagem da Federação Francesa de Atletismo.
Classificação: 1ª VASCO Maria (ESP) 1h32'53'' 2ª KIRDYAPKINA Anisya (RUS) 1h33'28'' 3ª SALTANOVIC Kristina (LTU) 1h34'17'' ... 13ª CABECINHA Ana (POR) 1h38'01'' -- FEITOR Susana (POR) DNF -- SANTOS Vera (POR) DSQ -- HENRIQUES Inês (POR) DSQ
20 Kms Masculinos
Igualmente desastrosa a presença masculina nos 20Kms, com os três marchadores mais cotados a destirem. João Vieira e António Pereira nem chegaram aos 6 quilómetros, enquanto que Sérgio Vieira não chegou a completar o oitavo. Apenas com Pedro Isidro em prova (20º), Portugal também não pontua colectivamente. Venceu Giorgio Rubino, com um pódio totalmente italiano que, obviamente venceu por equipas.
Classificação: 1º RUBINO Giorgio (ITA) 1h24'06'' 2º BRUGNETTI Ivano (ITA) 1h24'54'' 3º NIKOULOUDIKI Jean Jacques (ITA) 1h25'07'' ... 20º ISIDRO Pedro (POR) 1h31'54'' -- VIEIRA João (POR) DNF -- VIEIRA Sérgio (POR) DNF -- PEREIRA António (POR) DNF
50 Kms
A salvar a honra do "convento" os, mesmo assim, muito azarados 50 Kms, onde a medalha esteve muito perto. Augusto Cardoso (10º), Jorge Costa (13º) e Dionisio Ventura (15º) somaram 38 pontos, os mesmos que a Itália. Embora a selecção transalpina tenha fechado apenas na 19ª posição, no site da organização é atribuido aos italianos o terceiro lugar e a medalha acabou mesmo por ser entregue. O critério de desempate, ao contrário do que é habitual, parece ter sido o primeiro atleta em meta (italiano 8º, português 10º), e não a equipa que fecha primeiro, prática válida em todas as outras competições atléticas por equipas. Nota também para o facto de nenhum marchador português ter conseguido mínimo para os Mundiais de Berlim. Ganhou a Russia, seguida da Espanha.
Classificação: 1º NIZHEGORODOV Denis (RUS) 3h42'47 '' 2º GARCIA Jesus Angel (ESP) 3h46'27'' 3º ANDRONOV Yuriy (R€US) 3h49'09'' ... 10º CARDOSO Augusto (POR) 4h01'13''
13º COSTA Jorge (POR) 4h04'10'' 15º VENTURA Dionisio (POR) 4h05'51'' -- MARTINS Pedro (POR) DNF
Juniores
Luis Lopes Participou na prova masculina de júniors, na distância de 10 Kms. O marchador de Rio Maior conseguiu terminar numa agradável 16ª posição, entre 39 atletas, mas com um tempo longe do seu melhor (44'51''). Individual e colectivamente mais duas vitórias para a Rússia, que também viu uma marchadora sua ganhar a prova de juniores femininos. No entanto, por equipas venceu a Itália.
sábado, 23 de maio de 2009
"Tudo pode acontecer"
As Taças da Europa de Susana
1996 - Corunha (Espanha) - 3º lugar
2000 - Eisenhuttenstadt (Alemanha) - Desistiu
2001 - Dudince (Eslováquia) - Desqualificada
2003 - Cheboksary (Russia) - 5º lugar
2005 - Miscolk (Hungria) - 2º lugar
2007 - Leamington (Grã-Bretanha) - 14º lugar
Esperamos para amanhã o regresso aos bons resultados.
Susana em Metz para a 48ª (!) internacionalização
A selecção nacional de marcha que vai representar Portugal na Taça da Europa, onde está incluída Susana Feitor, chegou ontem à tarde a Metz (França), cidade que vai acolher a prova já amanhã. Metz situa-se no noroeste do país, perto da fronteira com o Luxemburgo. É a capital da região de Lorena e congrega actualmente cerca de 300 mil habitantes. Espera-se assim uma boa moldura humana para as provas desta Taça da Europa, apesar das previsões do estado do tempo. Os últimos dias têm sido de sol, mas amanhã podem ocorrer alguns aguaceiros. De qualquer das formas espera-se uma temperatura agradável, sendo a máxima prevista para a hora da prova dos 20 Kms femininos (13.30h locais) de 26 graus. O espírito entre a selecção portuguesa é de grande optimismo, neste que é o primeiro grande teste para todos os seleccionados face às perspectivas de presença na outra principal competição do ano. Para os Mundias de Berlim as quatro portuguesas presentes em Metz têm minimos, mas só 3 podem marcar presença na Alemanha. Desta Taça da Europa vão sair as primeiras duas pré-selecionadas. Já em relação às provas masculinas (20 e 50 Kms), esta é um excelent
e oportunidade para tentativas de chegar aos mínimos A (só António Pereira tem aos 50 Kms). Para além disso, naturalmente que estão em perspectiva grandes participações colectivas (afinal é esse o propósito desta competição), com as principais atenções viradas para a equipa feminina. As quatro atletas são muito experientes (Susana Feitor faz em Metz a sua 48ª internacionalização!) e podem levar Portugal ao pódio.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Selecção parte sexta-feira
Susana Feitor já terminou a preparação para a presença na Taça da Europa de Marcha e parte sexta-feira, às 11 da manhã, para o Luxemburgo, juntamente com a restante selecção nacional. A ligação a Metz será feita de autocarro. A prova dos 20 Kms femininos tem inicio marcado para as 13.30h de domingo (menos uma hora em Lisboa). Representam as cores nacionais, para além de Susana Feitor, Vera Santos, Inês Henriques e Ana Cabecinha. A prova desenrrola-se num percurso urbano de 2 Kms já disponibilizado pelo site da organização.
Antes decorrem as provas de 50 Kms (Augusto Cardoso, Jorge Costa, Dionísio Ventura e Pedro Martins) às 8h, e de 10 kms juniores (Luis Lopes) às 9h. Os 20 Kms masculinos (João Vieira, Sérgio Vieira, Pedro Isidro e António Pereira) começam às 15.30h locais.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Taça da Europa sem medalhadas olímpicas
Já é conhecida a lista de inscritas para os 20 Kms marcha da Taça da Europa, a realizar domingo em Metz (França). As ausências mais notadas são as três medalhadas nos Jogos Olímpicos de Pequim. A equipa russa apresenta-se desfalcada de Olga Kaniskina, a norueguesa Kjersti Platzer não alinha (face à ausência de uma selecção do seu país), o mesmo acontecendo com a italiana Elisa Riguado, embora neste caso seja mais notória a não apresentação de uma equipa transalpina(!!!). Na linha de partida vão estar 57 atletas de 19 países, embora só 12 apresentem equipas completas (pelo menos 3 marchadoras). Portugal alinha com uma equipa fortissíma (Susana Feitor, Vera Santos, Inês Henriques e Ana Cabecinha), sendo, no entanto, uma incógnita o que algumas das atletas estão a valer neste momento. Pela frente a selecção nacional vai encontrar oposição principalmente da Russia (mesmo sem Kaniskina), que apresenta quatro marchadoras com recordes pessoais inferiores a 1h26' - Anisya Kirdyapkina, Yelena Shumkina, Vera Sokolova e Larisa Yemelyanova. Também a Espanha aparece em Metz muito forte, com o regresso de Maria Vasco e a bom momento de forma de Beatriz Pascual. Colectivamente há ainda que ter atenção à Roménia de Claudia Steff e à Lituânia de Kristina Saltanovic, que podem aproveitar falhas das selecções favoritas para se aproximarem do pódio. Sem pretensões colectivas é sempre de ter em conta a irlandesa Olive Loughnane e a alemã Sabine Zimmer Krantz.