sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Berlim 09: As favoritas

São 49 as marchadoras que no domingo vão lutar pelo título de Campeã do Mundo dos 20 Kms. Vai ser uma luta acesa, até porque, apesar da vitória de há 2 anos anos em Osaka, Olga Kaniskina já perdeu esta temporada com Kjersti Platzer, embora em 10 kms. Vamos olhar para as principais adversárias de Susana Feitor. A norueguesa tem só a sétima marca do ano (1h28'50''), mas só perdeu uma vez (2ª na Corunha), dominando por completo o IAAF Race Walking Challenge. Aliás, as duas últimas temporadas foram as melhores da nórdica que em Cracóvia impôs uma rara derrota à campeã olímpica. É uma das apostas mais seguras para o pódio, senão mesmo para o ouro. Como em anos anteriores, Olga Kaniskina apareceu pouco. Esteve prevista para Sesto San Giovanni, mas à ultima hora faltou. Esteve na Polónia, mas perdeu ao sprint com Platzer numa das surpresas da época, o que faz dela menos favorita. Apesar disso lidera a lista do ano com 1h24'56'', uma daquelas marcas só conseguidas na Russia, que não foi homologada recorde do mundo. Com ela estão também Larisa Emelyanova, Anysia Kirdiapkina e Vera Sokolova, todas com resultados abaixo de 1h26'. Se confirmarem as marcas também podem entrar na luta. Elisa Rigaudo foi medalha de bronze em Pequim e por isso tem que se contar com ela. A transalpina teve uma primeira metade de época muito boa e entra no top10 do ano. No entanto, depois de marchar na etapa italiana do IAAF Race Walking Challenge, falhou a Taça da Europa e reapareceu em Dublin onde perdeu dois minutos para Susana Feitor. Se estiver em forma é uma das marchadoras para os lugares da frente. À semelhança de outras candidatas, a espanhola Maria Vasco quase não apareceu este ano. Mas quando marcou presença foi para ganhar. Sem marca até então, bateu a concorrência na Taça da Europa. A marca conseguida não a deixa, no entanto, entrar nas melhores do ano. Há duas semanas participou no Campeonato de Espanha, mas desistiu aos seis quilómetros. Maria é daquelas que vai sempre à luta, e, se o andamento estiver lento, pode ser bem ela a puxar o pelotão. Sabine Zimmer Krantz tem a oportunidade de brilhar perante o seu público. A alemã, capaz do melhor e do pior, impôs a Platzer a única derrota do ano. Foi na Corunha, onde a norueguesa acabou indisposta. Os seus 1h29'03'' fazem dela a oitava da lista mundial. Vera Santos, que surpreendeu muita gente com o 3º lugar na Taça do Mundo de 2008, tem sido de grande regularidade. Este ano é a décima do mundo com 1h29'27'' e esteve sempre na luta pelos lugares de topo em todas as provas em que entrou, com destaque para o 2º lugar em Rio Maior e para desqualificação na Taça da Europa, quando seguia em posição medalhável. A força que demonstra pode deixar muita gente para trás. Tal como Vera Santos, Inês Henriques também seguia entre as da frente na Taça da Europa quando foi desqualificada. Este ano já ficou próxima do seu melhor de sempre e sagrou-se campeã nacional de estrada e de pista. A companheira de treinos de Susana Feitor pode repetir o 7º lugar de Osaka (ou até melhora-lo), pois quer "vingar" a ausência em Pequim. Chamada de atenção ainda para Olive Loughnane. O ano passado conseguiu entrar no top 8 olímpico e em 2009 surpreendeu pela forma autoritária como venceu em casa do Grande Prémio de Dublin. Ainda não se mostrou na forma de Pequim, mas pode bem fazê-lo em Berlim. Beatriz Pascual é a outra espanhola em prova. Deu o salto para o grupo das melhores do mundo em 2008 com o 6º lugar olímpico. Este ano já baixou de 1h30', mas a segunda metade da temporada tem sido apagada. Não compareceu sequer aos Campeonatos de Espanha. Será uma incógnita, mas há mais nessa condição. As chinesas chegam aos grandes palcos com marcas que impressionam (este ano há também duas japonesas nessas condições: Fuchice e Kawasaki), mas nos últimos anos não têm confrimado. Entre estas há um nome que se destaca pela qualidade demonstrada em temporadas anteriores. Hong Liu, com 1h27'17'', tem uma das melhores marcas entre as inscritas, embora em 2009 tenha "apenas" 1h30'01''. De Susana já muito falámos. Sabemos que de todas é a mais experiente. Não teve a melhor das épocas, mas na altura de mostrar que queria ir ao seu décimo Mundial impôs-se com a categoria que lhe é conhecida. Esperamos mais uma prova de garra, como nos habituou. Ela quer ser top 10. Se os problemas que a atormentaram parte da época não surgirem, pode ir mais longe. De Berlim deixa-nos a mensagem que se segue.

Tá quase na hora... do 10º!

Hallo, wie geht es Ihnen?

Direkt aus Berlin...

Já cá estamos em Berlim, a maior parte da equipa chegou ontem ao fim do dia.
Estamos num hotel enorme na zona sudeste da cidade.
A envolvência este ano quase se parece a uns Jogos Olímpicos, é que vão ser batidos muitos recordes, em especial os de participação, a começar na nossa equipa, com 30 atletas.
Hoje realizámos um treino de relax pela manhã, num parque belíssimo, aqui perto do nosso hotel. Um treino luso-brasileiro, pois para além da maioria dos marchadores portugueses, também estiverem marchadores brasileiros.
O ambiente tem sido descontraído e agradável, amanhã começam as competições, apesar do forte espírito de equipa que paira entre todos, depois cada um terá o seu respectivo ritmo diário.
A minha prova será no domingo às 12h, depois de tantas previsões climatéricas, a única que sei é que será igual para todas as concorrentes e será num local histórico.
O meu ânimo é tranquilo e confiante, pois apenas tenho em mente fazer o meu melhor.
Sinto que já não tenho a frescura de outros tempos, em especial porque tive uma época complicada, mas sinto a vontade, a garra e a alegria por estar aqui, por isso quero desfrutar da melhor maneira estes 20km, que se prevêem muito competitivos. Tal como já disse várias vezes, num campeonato do mundo como este, existe um lote de 14-16 marchadoras, em que qualquer uma delas pode disputar os lugares da frente e penso que nós, portuguesas, estamos nesse lote.
Espero estar nessa disputa e lutar por um lugar no Top-10 ou por aí perto…
....Hum!… Seria fantástico!
Em mim habitam pensamentos positivos, mas sem esquecer que no desporto de alto rendimento é sempre tudo possível. Por isso todos os resultados que conquistar acima dessas minhas expectativas, serão um excelente reforço do prazer que sinto em estar numa competição destas.
Cá estou eu a dar início à minha décima participação num Mundial… Como o tempo “foge”!!

Desejo a todos que desfrutem duma boa semana de atletismo ao mais alto nível... seja no estádio, ou na zona da Brandenburger Tor (para os cá estão!), ou desfrutem pela televisão, pela rádio, pelos jornais, ou pela internet…
Apenas e só, que desfrutem deste espectáculo mundial!

Viel Glück Team Portugiesisch

Auf Wiedersehen

Susana Feitor

Portugal já está em Berlim

A selecção nacional de atletismo chegou ontem ao final do dia a Berlim (Alemanha), onde começam amanhã os Mundiais. Os atletas estão instalados num hotel da periferia da capital alemã e já em fase de concentração máxima, visto que alguns entram em competição logo na manhã de sábado. A prova de Susana Feitor, os 20 Kms Marcha, é no domingo ao meio-dia, 11 horas em Portugal.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Osaka 07: Experiência foi determinante

17 anos depois, com mais do dobro da idade, Susana Feitor voltou ao país onde se estreou em Campeonatos do Mundo. No Japão tinha a responsabilidade de defender o bronze de Helsinquia, mas ela sabia que ia ser dificil. O circuito feminino estava cada vez mais forte. Tinha surgido há pouco uma russa com marcas impressionantes, as restantes europeias de primeira linha tinham apostado tudo na temporada e não se sabia o que poderiam causar as sempre inconstantes chinesas ou a australiana Saville. Só por isso, um lugar de finalista já seria muito bom. Apesar dos receios, a adaptação aos horários decorreu de forma tranquila. O pior era o clima, mas até esse ajudou a 9 de Agosto. À semelhança do que acontecera dois anos antes, Susana fez uma prova cautelosa, "mas altamente concentrada. As minhas palavras de ordem neste Mundial foram a organização dos abastecimentos, a concentração e a cautela até aos 10 - 12 quilómetros". A experiência da atleta fez com que não respondesse aos ataques de Kjersti Platzer e Maria Vasco. Ela sabia que, mais tarde ou mais cedo, o clima que se fazia sentir poderia condicionar mudanças bruscas de andamento. E foi conselheira para a colega de selecção e de treinos Inês Henriques. "Marchámos quase sempre lado a lado e perto dos 9 quilómetros ela deu sinais de que queria ir embora. Disse-lhe para ter calma que ainda faltava muito", lembra. Como atleta humilde e inteligente que é, Inês ouviu Susana, o que mais tarde lhe valeu um excelente sétimo lugar. Aliás, estas caracteristicas aplicam-se a qualquer uma das três portuguesas em prova, porque também Vera Santos não entrou em aventuras que lhe podiam custar caro e terminou em crescendo em 11º lugar. Mas lá na frente estavam as russas, com destaque para Olga Kaniskina (que viria a ganhar), e as eternas Platzer e Vasco. A espanhola ganhou o bronze que lhe fugira em Helsinquia, mas a norueguesa estava em perda. "Eu seguia em quinto, mas nunca pensei que a poderia apanhar pois também tinha ali perto a alemã Zimmer e a Inês. Assim preservei o lugar em que seguia e, como correu como tinhamos planeado, quando cortei a meta senti um prazer tão grande que o podia comparar ao terceiro lugar de Helsinquia. É claro que uma medalha é uma medalha, mas são as histórias que vivemos que nos fazem sentir o prazer da vida, e em Osaka foi assim com o meu quinto lugar", remata. Essa alegria foi visivel quando, após concluir os 20 Kms em 1h32'01'', juntou as forças que lhe restavam para, do alto do seu metro e sessenta, levantar no ar ao mesmo tempo as amigas Kjersti e Sabine e para festejar o brilharete de Inês. Já nessa altura, Susana Feitor deixou a promessa de um décimo Mundial dois anos depois em Berlim.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Helsinquia 05: O dia mais feliz

Os Jogos Olímpicos são a pedra no sapato de Susana Feitor. Atenas voltou a correu mal e foram muitas as vozes que deram como terminada a carreira da atleta. Aos 30 anos não se é velho para a marcha, só que Susana havia começado na alta roda muito antes de todas as outras. A própria chegou a questionar se valia a pena continuar. E continuou... mas com um ritmo diferente e sem criar demasiadas expectativas. Foi assim que chegou a Helsinquia, até porque na época tinha tido de tudo. Desde desistências por problemas físicos até a um moralizador segundo lugar na Taça da Europa. Os dias anteriores à prova tinham sido complicados devido a dores na face posterior da coxa. Na véspera "estava muito nervosa e tensa, pois não me sentia nada confiante que iria ser capaz de aguentar sem dor 20 Kms num circuito que não era plano". Mas ao acordar a disposição voltou. Susana diz que naquela manhã de 7 de Agosto "senti algo dentro de mim que focou na competição e afastou todos os maus pensamentos". Susana fez uma prova cautelosa, de trás para a frente, mas sempre na cauda do grupo principal, que durante muito tempo seguiu compacto. "A determinada altura, senti que o facto de estar a marchar a um ritmo para menos de 1h29' deu-me uma força extra para aguentar aquele sofrimento que nos percorre o corpo todo". Essa força ia ter resultados mais à frente. Aos poucos passou de oitava para sexta, e depois de algumas desqualificações começa a avistar Elisa Rigaudo e Maria Vasco. Primeiro a italiana e depois a espanhola. Lembra que "quando a avistei pensei que ainda tinha força para a apanhar. Mas antes do estádio tinhamos um subida e, mesmo sendo mais fraca a subir dei tudo o que tinha e consegui passar". Quando entrou na pista sentiu a reacção do público, mas nem sabia bem em que lugar estava. Só sabia que era bom. Cortou a meta em 1h28'44'' e o primeiro abraço foi da Raquel Nunes: "Su foste bronze!". Depois veio o choro e a festa. Ao lado também chorava Maria Vasco. Susana confortou-a, afinal também sabia o que era ser quarta. Seguiu-se a volta de consagração ao lado de Olimpiada Ivanova (1ª com Recorde do Mundo) e Ryta Turava. Nessa volta lembra-se de ter "literalmente saltado para o colo da Naide Gomes que estava no lado oposto a competir no salto em comprimento". Susana dava largas à alegria. Mais tarde viria a dizer que "os astros conjugaram-se a meu favor". 15 anos depois da conquista da medalha de ouro nos Mundiais de Juniores, Susana colhia os frutos de um árduo trabalho. Foi o dia mais feliz da sua carreira desportiva.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Selecção já está "vestida" para Berlim

Agora só falta mesmo partir rumo à capital alemã. A selecção nacional que vai estar no Campeonato do Mundo de Atletismo foi esta tarde apresentada em Lisboa, num evento conjunto da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e da Adidas, marca que veste toda a equipa e que patrocina Susana Feitor. Presentes estiveram muitos dos atletas que a partir de sábado vão dar o seu melhor, técnicos, dirigentes federativos, seleccionador nacional e representantes da marca desportiva. Natural destaque para Nélson Évora e Naide Gomes, saltadores que, em condições normais, vão a Berlim lutar pelos lugares da frente. Mas também Susana Feitor foi muito solicitada pela imprensa presente, em virtude da sua décima participação em Mundiais. Foi o último acto público dos 30 atletas (nem todos estiveram presentes) antes do embarque para Berlim. A maior parte da comitiva deixa Lisboa quinta-feira, pela hora de almoço. Outros atletas, como Francis Obikwelu, partem sábado e um último grupo, onde se incluem os maratonistas e Naide Gomes, segue para a Alemanha apenas na próxima semana. A ocasião foi ainda aproveitada para o lançamento da revista Athletíssima, publicação oficial da FPA, cuja primeira edição é dedicada à participação portuguesa em Berlim. Susana Feitor é também aqui uma das atletas com maior destaque, pela décima presença, mas também por ser uma das selecionadas com melhor palmarés, incluíndo uma medalha em Campeonatos do Mundo (Helsinquia 2005).

Paris 03: Marchar em "casa"

Consolidado o seu papel na marcha internacional, Susana Feitor chegava a Paris com o objectivo de ser finalista (entrar nas oito primeiras). Foi com esse propósito que se bateu durante toda a prova... até aos 17 quilómetros. Na altura era sétima. "A Susana Paixão, filha do meu treinador, apareceu a gritar para ter calma, pois tinha duas faltas no quadro. Fiquei em pânico", diz hoje Susana que recorda que "ia a marchar bem e previa um desfecho como em Edmonton. Mas 2001 foi um drama e não queria passar por outro, por isso abrandei muito". Abrandou tanto que nos últimos três quilómetros perdeu 45 segundos e foi ultrapassada por Melanie Seeger e Athanasia Tsoumeleka, que um ano depois viria a sagrar-se campeã olimpica e que abandonou o ano passado após analise de doping positiva. Susana foi 9ª (1h30'15''), à beira do seu objectivo. Venceu a russa Yelena Nikolayeva e Vera Santos foi 15ª na sua estreia em Mundiais.
De Paris há, ainda assim, boas memórias. Ao marchar na capital francesa, a atleta de Rio Maior sentiu-se literalmente em casa, já que sabia que ia encontrar a familia que tem a viver na região. "A minha prima Cidália e o seu filhote, que é meu afilhado, apareceram na Cité Universitaire, o que já me deu uma grande alegria". Só que a supresa maior estava para vir. Depois da prima, surgiu outro primo, e o irmão, e mais familiares e amigos que tinham seguido de Portugal, de carro e de avião. "Deu para chorar de alegria", ou não fosse Susana uma atleta também de grandes emoções para quem todo o apoio é pouco.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Edmonton 01: A dureza de uma desqualificação

O quarto lugar de há dois anos abria boas perspectivas para Edmonton. Recuperada da lesão que a impediu de brilhar nos Jogos Olímpicos de Sidney, Susana Feitor vinha de uma boa época e era uma das marchadoras debaixo dos olhares mais atentos na cidade canadiana. "Não estava a ser uma prova fácil, e aos poucos, com a fuga de duas russas, ficou um grupo pequeno de 3 a 4 atletas, que se isolava a cada metro que passava", recorda. Era neste grupo que estava Susana até à desqualificação. "Ia relativamente bem. É certo que ainda faltavam 9 quilómetros, mas cheguei a sentir o 'cheiro' da luta pelo bronze. O que iria acontecer nunca saberei". As desqualificações de marchadores não estão isentas de polémica e 2001 não foi excepção. No caso de Susana só lhe terão sido mostrados dois avisos, quando deveriam ter sido três. Mas não foi caso único. Ficaram fora da prova feminina 14 atletas, entre elas algumas favoritas, como Kjersti Platzer, num momento particularmente duro para a norueguesa, uma vez que na véspera o marido e técnico Stephan tinha sofrido um aneurisma. Na memória de Susana fica a grande determinação da marchadora que no final disse à amiga que tinha sido por ele e para ele, apesar da desqualificação no último quilómetro. Nesse 9 de Agosto a vitória sorriu a Olimpiada Ivanova, no seu primeiro de dois títulos. Apesar de tudo, de Edmonton ficam também algumas boas memórias, como o facto de Portugal ter pela primeira vez três marchadoras. Susana fez-se acompanhar de Sofia Avoila (21ª) e de Inês Henriques, que na estreia também foi desqualificada. Igualmente positivo o reencontro com outra amiga que fez no atletismo. Conhecera-a um ano antes em Sidney, mas este foi o primeiro Mundial em conjunto: a voluntária portuguesa Raquel Nunes (na foto) que não falha uma grande competição.


domingo, 9 de agosto de 2009

Selecção apresentada terça-feira

O Hotel Corinthia de Lisboa recebe na próxima terça-feira a apresentação da delegação que vai representar Portugal no Campeonato do Mundo de Atletismo, que começa dia 15 em Berlim (Alemanha). Entre os 17 homens e 13 mulheres que vão defender as cores nacionais, está confirmada a presença de Susana Feitor neste hotel da capital. A apresentação, assim como dos equipamentos Adidas que vão vestir, está marcada para as 4 da tarde. O primeiro grupo de atletas parte para a capital alemã dois dias depois, quinta-feira, sendo que alguns competem logo no sábado, dia de aranque dos Mundiais. sábado.

Sevilha 99: Salto para o topo

O calor e a humidade de Sevilha foram escolhidos como palco da estreia da prova de 20 Kms marcha femininos em grandes competições internacionais. A distância já tinha sido percorrida por várias atletas, mas à seria era a primeira vez. Susana Feitor vinha moralizada com o bronze do Europeu de 1998 e a 27 de Agosto alinhou à partida ao lado de outras 51 marchadoras. Do Algarve, de Lisboa ou de Rio Maior, foram várias as vozes de incentivo que recebeu ao longo de todo o percurso. Recorda-se particularmente das mensagens gravadas a spray à saída do estádio: "Força Susana", "Pechão está contigo" e "Susana, Susana". Um animo extra para quem tinha ambições, mas não sabia o que lhe estava reservado. O primeiro susto chegou aos sete quilómetros. "Senti uma espécie de esticão no meu posterior esquerdo e nessa altura pensava que se ficasse nas dez primeiras seria fabuloso", diz. Mas depois de metade da prova as adversárias iam ficando para trás e Susana continuava no grupo das 8, por isso "já só rezava para ser oitava". O cansaço era muito, mas o prazer da competição superava qualquer fadiga e a determinação levou-a ainda mais longe. "Na volta final dei por mim na cauda do grupo em perseguição do trio que lutava pelas medalhas: duas chinesas (Liu Hongyu viria a ganhar) e a russa Fedoskina. Esta foi desqualificada. Eu, a Saxby-Junna e a polaca Radtke tinhamos o pódio à vista". A australiana de 39 anos (na foto) avançou e a resposta da Susana por pouco não chegou para o terceiro lugar. Foi quarta com 1h31’23’’, a cinco segundos da medalha, mas à frente de nomes como Erica Alfridi, Jane Saville, Kjersti Platzer, Maria Vasco, Yelena Nikolayeva ou Irina Stankina, antiga campeã mundial, agora apenas 17ª. Dez anos depois continua a dizer que "foi das conquistas mais emocionantes como sénior. Um 4º lugar que me deu muito gozo, pela sua história e empenho, e em especial pela garra que tive nos quilómetros finais". Este resultado, a par de outro quarto lugar do maratonista Luis Novo, acabou por ser o melhor que Portugal conseguiu nesse verão quente de Sevilha.

sábado, 8 de agosto de 2009

Atenas 97: Fora da final

Foi um invulgar adeus aos 10 Kms marcha nos Mundiais de Atletismo. Pela primeira e única vez a IAAF decidiu realizar eliminatórias antes da final, para a qual só viriam a ser apuradas 20 atletas. Susana Feitor alinhou a 4 de Agosto ma primeira série. "A minha eliminatória foi duma dureza atroz. Às 8h da manhã já estava um calor que não se podia! Mas a dificuldade que senti não se travou apenas pelas condições climatéricas, uma vez que viria a descobrir mais tarde que padecia de forte anemia, que demorou imensos meses a curar", recorda. Mesmo assim, como sempre, Susana entregou-se à luta. Foi 11ª com 45'00'', 22ª no somatório das duas eliminatórias, e falhou por dois lugares a final. A corrida decisiva viria a ser ganha pela incansável italiana Annarita Sidotti, que há vários anos lutava por uma vitória a este nível. Entre as primeiras chegou também Olimpiada Ivanova, actual recordista mundial, que acabou por ser desclassificada por doping. "Foi a primeira vez que a vi. Marchava muito torta, mas com uma força brutal", acrescenta Susana, que voltou a ter festa no quarto com as duas medalhas (prata e bronze) de Fernanda Ribeiro. Este Mundial voltou a distinguir entre as melhores a maratonista Manuela Machado e consagrou como "rainha" dos 1500 metros Carla Sacramento. Apesar do resultado menos conseguido para a conta pessoal, Susana Feitor teve em Atenas o inicio de outra batalha. "Foi a primeira vez que em reunião com os dirigentes (entre os quais o secretário de estado do desporto), vários atletas, em especial os mais experientes, partilharam as suas experiências de vida fora da alta competição. E foi nesse momento que reforcei o meu sentimento de que era realmente necessário fazer algo por quem tanto se dedicava pelas cores de Portugal". Era um sentimento que Susana já trazia desde o primeiro Mundial, mas na capital grega "senti-o com mais força e recordo um antes e um depois de Atenas nestas matérias da organização de atletas".

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Gotemburgo 95: Ainda longe da frente

Dois anos depois do agradável 11º lugar de Estugarda, Susana Feitor vivia uma dificil transição para sénior. No entanto, face à sua grande valia não houve dificuldade em garantir os mínimos para Gotemburgo. A nível de tempos a evolução era notória, mas nesta altura havia já mais mulheres a andar mais rápido. A 7 de Agosto, Susana alinhou à partida ao lado de Irina Stankina. As duas conheciam-se bem. Um ano antes, Susana tinha sido a vice da russa no Mundial de Juniores de Lisboa, mas a transição da marchadora de leste para o escalão superior foi tão fácil que saiu da Suécia de ouro ao peito. Longe, Susana foi 17ª com 44'25''. 14 anos depois sublinha a dureza da prova. "Nunca irei esquecer a dificuldade da competição esse ano. A Stankina era uma menina entre as senhoras e eu ainda andava longe dos lugares da frente". Ela e outras que hoje estão entre as melhores e em Berlim preparam o assalto ao pódio. No terceiro Mundial de Susana deu-se a estreia das conceituadas Maria Vasco e Kjersti Platzer, modestas 26ª e 40ª, respectivamente. Foi mais um ano de apredizagem para os desafios que se seguiram e de festa para Portugal. Gotemburgo é de grande memória para as cores nacionais com as 4 medalhas de Fernanda Ribeiro (ouro e prata), Manuela Machado (ouro) e, da uma vez mais companheira de quarto de Susana Feitor, Carla Sacramento (bronze).

"Mulher 10"

O jornal desportivo "A Bola" publica hoje uma entrevista de página inteira com Susana Feitor. O título "Mulher 10" é alusivo à sua décima participação em Campeonatos do Mundo. A marchadora fala da época dificil, da sua selecção para Berlim, das expectativas para dia 16 e do futuro ligado ao dirigismo desportivo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Estugarda 93: Sem pressão... quase top10

Susana Feitor chegou ao seu segundo Mundial sem que este fosse um dos objectivos principais de 2003. Com 18 anos, ainda era júnior, e o Europeu da categoria, na cidade espanhola de San Sebastian, tinha sido a grande aposta. Um tiro certeiro com mais um título na carreira da riomaiorense. Mas naturalmente, com o mínimo conseguido, a marchadora não perdeu a oportunidade de competir ao mais alto nível e rumou a Estugarda. "Ir ao Mundial foi mais um bónus num época positiva", lembra. A prova aconteceu a 14 de Agosto e correu ainda melhor do que a estreia, dois anos antes. Entre 53 participantes, Susana ficou à porta do Top10. Foi 11ª em 45'03'', num dia em que quem subiu ao lugar mais alto do pódio foi a finlandesa Essayah Sari. No pelotão já andavam nomes como Elisabetta Perrone, Annarita Sidoti ou Yelena Nikolaeva , de quem Susana começava a aproximar-se.
Apesar do resultado positivo é do extra-competição que guarda mais memórias. Depois da sua prova, fez os 42 quilómetros da maratona ao lado de Manuela Machado, naquele que seria o primeiro grande resultado internacional da vianense (vice-campeã mundial). "Lembro-me de ser uma equipa muito bem disposta, com a constante animação da Teresa Machado, da Marta Moreira, do José Regalo, do José Urbano e da Manuela. Onde quer que este pesssoal estivesse não havia lugar para tristeza", diz Susana, que nessa ocasião partilhou quarto com outra estrela em ascenção do atletismo português: Carla Sacramento.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Tóquio 91: A estreia

Ao longo dos próximos dias, e a antecipar a histórica décima presença em Campeonatos do Mundo, vamos recordar as nove participações de Susana Feitor, que fazem dela uma das atletas à escala global com mais presenças no evento. E começamos por Tóquio onde Susana chegou como uma menina. Como a própria diz, "senti-me muito pequenina, mas grande ao mesmo tempo".
Corria o ano de 1991 e Susana, com apenas 16 anos, fazia a estreia entre os séniores após, um ano antes, ter conquistado, para grande surpresa, o Mundial de júniores. A prova de 10 Kms teve lugar no dia 24 de Agosto e não se podia pedir mais a quem pisava o palco maior pela primeira vez. Entre 41 marchadoras, Susana foi 17ª com 45'37'', numa prova ganha pela então soviética Alina Ivanova (que entretanto se virou para as corridas de estrada e que hoje passa a maior parte do seu tempo em Portugal), quando atletas de leste e nórdicas dominavam e onde já dava cartas a australiana Kerry Saxby-Juna. Mas Tóquio 91 foi para a benjamim da selecção muito mais que essa prova. É dessa semana que guarda recordações como o estar lado a lado com os maiores atletas do mundo. De Mike Powel a Nouredine Morcelli, de Sergey Bubka a Marlene Ottey, de Heike Dreschsler a Jackie Joyner-Kersey, teve lado a lado com todos, até com Carl Lewis, o rei da velocidade que a desiludiu ao nem a olhar quando lhe pediu um autógrafo. E depois os portugueses. "Foi a oportunidade de estar na mesma equipa que Rosa Mota", recorda, sem esquecer outros nomes marcantes (alguns dos quais ainda iria reencontrar noutras ocasiões) como Conceição Ferreira, Albertina Machado, José Regalo, Domingos Castro, José Urbano ou Aurora Cunha, com quem partilhou o quarto, junto com outra marchadora, a Isilda Gonçalves. Foi um mundo de experiências para uma menina que ali mesmo não teve dúvidas de como queria crescer como atleta.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Berlim 2009: Selecção definida

São 30 os atletas que vão defender as cores nacionais nos Campeonatos do Mundo de Atletismo, que decorrem em Berlim (Alemanha), de 15 a 23 deste mês. O seleccionador nacional José Barros divulgou ontem os eleitos que fazem parte da maior comitiva portuguesa em Mundiais, composta por 17 homens e 13 mulheres.

Masculinos
Arnaldo Abrantes :100m, 200m e 4 x 100
Rui Silva: 1500 m
Rui Pedro Silva: 10.000 m
Alberto Paulo: 3.000 m obstáculos
Luís Feiteira: Maratona
Fernando Silva: Maratona
José Moreira: Maratona
João Vieira: 20 km marcha
Sérgio Vieira: 20 km marcha
António Pereira: 50 km marcha
Augusto Cardoso: 50 km marcha
Nelson Évora: Triplo salto
Marco Fortes: Peso
Francis Obikwelu: 4 x 100 m
Dany Gonçalves: 4 x 100 m
João Ferreira: 4 x 100 m
Ricardo Monteiro: 4 x 100 m
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Femininos
Sónia Tavares: 100 m
Inês Monteiro: 5.000 e 10.000 m
Sara Moreira: 5.000 m e 3.000 m obstáculos
Jessica Augusto: 3.000 m obstáculos
Ana Dulce Félix : 5.000 e 10.000 m
Ana Dias: 10.000 m
Marisa Barros: Maratona
Inês Henriques: 20 km marcha
Vera Santos: 20 km marcha
Susana Feitor: 20 km marcha
Naide Gomes: Comprimento
Vânia Silva: Martelo
Sandra Tavares: Vara
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Fernando Mota, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, é o chefe de equipa, da qual fazem também parte os oficiais Carlos Santos e Teresa Moreira. A equipa médica é liderada pelo Dr. Pedro Branco, acompanhado pelo fisioterapeuta Francisco Silva e pelo massagista José Urbano. Para além do seleccionador nacional, seguem com a comitiva os técnicos João Campos, Sameiro Araújo, Anabela Leite, José Santos, João Ganço, Jorge Miguel, Pedro Ribeiro, Abreu Matos, António Ascenção, Vladimir Zinchenko e Pedro Martins.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Regresso a Rio Maior

Depois do terceiro lugar nos Campeonatos de Portugal, Susana Feitor recuperou bem dos 10 000 metros em pista e recomeçou esta semana o ritmo de treino normal com vista à participação no Mundial de Berlim. A selecção nacional só é divulgada dia 3 de Agosto (segunda-feira), uma vez que para a maior parte das disciplinas o prazo para atingir mínimos só termina um dia antes. De qualquer forma, a pré-selecção de Susana para os 20 Kms é conhecida desde a segunda semana de Julho. De volta a Rio Maior, depois do estágio em St. Moritz, os treinos decorrem como o plano traçado e amanhã é dia de apurar a velocidade antes de, no sábado, fazer um dos últimos testes de maior resistência com vista a Berlim.

sábado, 25 de julho de 2009

Trio de Berlim no pódio

As três marchadoras pré-seleccionadas para os Mundiais de Berlim (Alemanha) cumpriram nos Campeonatos de Portugal de Atletismo, que decorrem este fim-de-semana no Seixal, e subiram ao pódio na prova de 10 000 metros. A vitória sorriu a Inês Henriques (2ª em 2008), que na segunda metade das 25 voltas à pista forçou o andamento e conseguiu deixar para trás Susana Feitor, primeiro, e depois Vera Santos. Susana impôs o ritmo nas primeiras voltas e chegou a ter alguma vantagem, anulada posteriormente por Vera, Inês e a lituana Kristina Saltanovic, que viria a desistir. O trio da frente só se desfez com a mudança de andamento da nova campeã portuguesa que mostra estar em grande forma. A companheira de treinos de Susana Feitor terminou a prova isolada em 43'59''. Vera Santos, que também chegou a impôr o ritmo na frente, foi segunda com 44'11'' e Susana terceira com 44'34''. Um resultado que agradou à marchadora de Rio Maior e que se enquadra no esperado para esta fase de preparação para o principal objectivo do ano. A marca poderia, no entanto, ter sido melhor, não fosse uma paragem por indisposição aos oito mil metros, da qual recuperou muito rapidamente. Mais importante que isso, destacou no final, "foi ter ganho ritmo competitivo e ter cumprido o que se exigia sem grande esforço". Ainda a recuperar da lesão que a impediu de competir grande parte da época, Ana Cabecinha (campeã em 2008) não alinhou.
Na prova masculina, de 20 000 metros, emoção até ao fim com os gémeos Vieira, ambos com lugar no Mundial, a terminarem no mesmo segundo, separados por apenas 3 centésimos.

Classificação


10 000 metros

1ª Inês Henriques (CNRM) 43'59''
2ª Vera Santos (JOMA) 44'11''
3ª Susana Feitor (CNRM) 44'34''

20 000 metros

1º João Vieira (CNRM) 1h24'00''
2º Sérgio Vieira (CNRM) 1h24'00''
3º Pedro Isidro (SLB) 1h25'57''

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Susana entre as "7 maravilhas"

A votação está a decorrer entre os leitores da revista de televisão "TV7Dias", que decidiu eleger a melhor entre as "7 maravihas" de várias áreas. O desporto é uma delas e Susana Feitor é uma das sete! Ao lado da marchadora, surgem a vice-campeã olímpica Vanessa Fernandes, as tenistas Michelle Larcher de Brito e Neuza Silva, a judoca Telma Monteiro, a jogadora da WNBA Ticha Penicheiro e Naide Gomes, o outro nome do atletismo nesta lista. A nomeação é justificada pela revista por ser "um caso raro de persistência", lembrando ainda as principais conquistas internacionais, as cinco presenças olímpicas e a aposta em Berlim como décima presença num Campeonato do Mundo. Os votos são contabilizados através dos cupões publicados na revista, enviados para a redação até 31 de Agosto.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Do Seixal para Berlim

Susana Feitor regressou hoje do último estágio antes do Mundial de Berlim (Alemanha) e prepara-se já para o último compromisso competitivo antes do principal objectivo da temporada. Sábado, no Seixal, participa nos 10 000 metros dos Campeonatos de Portugal, num prova em que alinham todas as principais marchadoras nacionais. Apesar da incerteza avançada pelo próprio técnico esta semana em declarações aos jornal "A Bola", Ana Cabecinha (vencedora em 2008) está na lista de inscritas. A atleta do Clube Oriental do Pechão vem de uma lesão agravada na Taça da Europa e nesta altura não se sabe bem o que estará a valer. Mas as atenções viram-se para as três pré-seleccionadas para Berlim. Descansadas quanto à presença na Alemanha, Vera Santos, Inês Henriques e Susana Feitor, que terminaram estágios em altitude, lideram uma lista de 13 marchadoras, onde se destacam também Maribel Gonçalves (olímpica em 2004 e 3ª no nacional do ano passado) e a lituana Kristina Saltanovic (radicada em Portugal e este ano com resultados de registo no IAAF Race Walking Challenge). O tiro de partida será dado às 20.45 horas na Pista Carla Sacramento, que acolhdfghdfe pelo segundo ano consecutivo os Campeonatos de Portugal de Atletismo.

Atletas Inscritas

Ana Cabecinha (COP)
Inês Henriques (CNRM)
Maribel Gonçalves (CSM)
Vera Santos (JOMA)
Susana Feitor (CNRM)
Kristina Saltanovic (FCP)
Fátima Rodrigues (GSRC)
Sandra Leitão (FCP)
Sandra Silva (GRECAS)
Andreia Freitas (GDE)
Cristiana Vaz (CPC)
Márcia Silva (JV)
Daniela Cardoso (BA)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Adeus a St. Moritz

Hallo!

O tempo realmente voou e já estou quase de regresso a Portugal para finalizar esta etapa.
Desde a semana passada muito se passou por cá, nomeadamente com o clima! Já sabemos que anda estranho um pouco por todas as partes do mundo e aqui não foi excepção. Tivemos dias de 20 graus com sol fantástico, dias com ventanias difíceis de aguentar, e durante o fim-de-semana, quando fizemos o treino longo, ficou tanto frio que vi pela primeira vez neve em St.Moritz!
O que vale é que por aqui, qualquer que seja o tempo, é sempre muito bonito e tudo é motivo para uma fotografia!
Também foi no fim-de-semana passado que o "Team Platzer" regressou à Noruega e na última noite da sua estadia juntámos um grupo simpático de vários atletas e treinadores de diferentes nacionalidades e fomos jantar aqui ao lado, a um restaurante gerido por portugueses. Desde então tenho estado a viver num pequeno estúdio, com a mesma vista lindíssima para o local de treino.
Em estágio, como já vem sendo habitual, o treino mais intenso faz-se pela manhã. Nos meus tempos livres, nomeadamente à tarde e depois de jantar, para além da sesta reparadora, tenho aproveitado para ler, ouvir música e caminhar por St.Moritz.
Em relação ao treino, o balanço que faço neste momento é positivo. O objectivo principal era reforçar a base e foi conseguido. Esta fase terminará em Portugal com os 10 000 metros dos Campeonatos de Portugal, no próximo sábado. A prova vem mesmo no momento certo para treinar e puxar o ritmo competitivo. Depois daremos inicio a duas semanas focadas em melhorar esse mesmo ritmo.
Amanhã já será dia de voltar a arrumar a mala para seguir viagem no dia seguinte bem cedo.

Susana Feitor

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Um livro para melhor marchar

O marchador norte americano Tim Seaman (na foto), amigo pessoal de Susana Feitor, acaba de se lançar numa aventura digna de registo e de ser acompanhada por todos os adeptos e praticantes desta disciplina atlética. Há muito dedicado também a treinar jovens, Seaman apostou recentemente na edição de um livro (juntamente com o antigo atleta e agora técnico Jeff Salvage) sobre a técnica correcta da marcha. O livro chama-se "Race Walking Clinic in a Book" e pode ser encomendado online em http://www.racewalkclinic.com/Shop/RWCIAB.asp.
A ideia partiu do trabalho desenvolvido por Salvage no seu site http://www.racewalk.com/ e da parceria entre os dois, que têm percorrido os Estados Unidos a promover a marcha atlética e a ensinar dicas e truques para os que já marcham melhorarem a sua técnica.