sábado, 30 de maio de 2009
Objectivo: Berlim (com passagem pela Corunha)
A Inês Henriques e a Vera Santos estão como pré-seleccionadas e o terceiro lugar na equipa para o Mundial de Berlim fica por decidir entre mim e a Ana Cabecinha. Não deixa de ter o seu lado interessante e irónico, pois vamos assistir a uma disputa entre a "ex" e a actual recordista nacional dos 20 Kms femininos.
Aceito o desafio… Objectivo – Motivação – Trabalho - Concretização!
A Ana só pode esperar de mim uma disputa leal, pois é assim que eu sou! Mas também pode ter a certeza que ficarei satisfeita com a minha selecção ou a sua. Vou trabalhar forte para ser a seleccionada e se for a Ana a conseguir a selecção, só significa que quem fica a ganhar, não é apenas a que de nós for mais rápida no dia 20 de Junho, mas sim Portugal, pois vai ao Mundial a que estiver mais forte.
Vou aproveitar para me refrescar de pensamentos positivos, preparar-me como uma guerreira, que vai para a luta. Coloco a Corunha à minha frente, não a cidade, mas cada quilómetro dos vinte que terei de percorrer para obter o “visto” para Berlim.
No http://www.susanafeitorg.blogspot.com/ pode acompanhar, a par e passo, o que se vai passar comigo nas próximas 3 semanas…
TARGET: XXIII Gran Premio Cantones de La Coruña!
Susana Feitor
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Cracóvia sem Susana mas com 4 portugueses
Susana Feitor vai falhar este sábado a presença na etapa polaca do IAAF Race Walking Challenge, que se realiza na cidade de Cracóvia. Após as limitações físicas do passado fim-de-semana na Taça da Europa, em Metz, mesmo estando em boa forma, a marchadora optou por descansar do stress que trouxe de França e concentrar-se no seu próximo objectivo, que serão os 20 kms do Grande Prémio da Corunha (Espanha), no dia 20 de Junho.Susana recomeça precisamente está sábado o ciclo de três semanas de preparação específica para conquistar o lugar em aberto na equipa que irá ao Mundial de Berlim, em Agosto.
Pode acompanhar a quinta etapa do IAAF Race Walking Challenge em http://www.narynekmarsz.pl/
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Corunha decisiva para Susana
Ficar à frente de Ana Cabecinha na etapa espanhola do IAAF Race Walking Challenge dá a Susana Feitor o passaporte para os Mundiais de Berlim. Vera Santos e Inês Henriques estão já pré-seleccionadas para a competição e fica um lugar em aberto, que será disputado entre as outras duas marchadoras com mínimo A. O factor de desempate é a prestação na Corunha, a 20 de Junho.terça-feira, 26 de maio de 2009
Zangada ou Desolada... Nem sei!... Por agora é preciso continuar, isso eu sei!
Tive um inicio tardio e tenho treinado com altos e baixos, como é habitual em qualquer preparação, mas à excepção da competição em Ibiza, a 28 de Março, nesta época ainda não consegui concretizar em competição o que tenho vindo a produzir em treino.
No ano passado, nesta altura tínhamos estado a preparar a Taça do Mundo na Rússia e, apesar de ter tido boas prestações no Campeonato Nacional (campeã com 1h29'31'') e depois em Abril, em Rio Maior (2ª com a mesma marca), o que é certo é que antes da Rússia tive doente, com gripe, e não fui nas melhores condições. Foi uma fase complicada na preparação, mas o esforço resultou num 10º lugar com 1h29'38.
Este ano pouco a pouco tenho vindo a subir, com alguns contra-tempos, que mais ou menos vou conseguindo controlar. Mas no treino tenho vindo a subir gradualmente ao ponto de me encontrar melhor que no ano passado na mesma altura, pelo menos todos os indicadores vão nesse sentido.Só que por uma lesão ou outra (uma na face posterior da coxa em Abril, em Rio Maior, outra na zona abdominal que primeiro deu sinal em Itália), o que é certo é que não tenho sido capaz de demonstrar em competição a marca que sinto ser capaz de fazer.
É mesmo revoltante, chegando a causar uma zanga cá dentro que não me é nada habitual. Pois o tempo vai passando e as oportunidades de justificar o nosso trabalho e o nosso empenho também vão passando.
Este domingo, Metz marcou dum modo muito agressivo a maioria dos atletas da selecção nacional. Nenhum dos atletas que ficaram longe dos seus objectivos, treina tanto e se empenha tanto, para que as contas saiam assim "tão furadas"... podemos apenas pensar que o desporto de alta competição é mesmo assim... e é! Mas tanto? Bolas, até parece mentira!!
O dia estava muito quente e húmido, mas não era por isso que qualquer atleta iria modificar o seu objectivo. Adapta-se a estratégia e a táctica, nada mais. E foi o que fiz!
Senti-me bastante bem no aquecimento, apesar dos habituais desconfortos abdominais (são raras as excepções que não sinto isso). Pensei bem como seria a minha história e a maneira como me iria impor, em primeiro a mim e depois às demais atletas. Olhei em redor e estava a sentir algo similar ao que senti em 2008 a 21 de Setembro na final do Challenge, em Murcia. Se o meu resultado individual me satisfizesse, iria compor bem o grupo português, bastaria que as 4 tivessem uma prestação "normal"...
Decidi esquecer as adversárias, concentrar-me na equipa e fazer a minha prova... à Susana Feitor! E isso é o quê? Simples... estar tranquila, esquecer os incómodos (físicos ou psicológicos), partir decidida, mas muito descontraída, desfrutar e apenas dar importância à frequência cardiaca/ritmo e abastecimentos. O resto que não depende de mim, como por exemplo as adversárias... deixar ir.O meu empenho é sempre o melhor que posso, mas como se trata duma competição colectiva, mesmo em situação extrema de incapacidade penso sempre em ir até ao fim ou até não aguentar, pois nunca se sabe o que pode acontecer e uma prestação por mais pobre que seja pode ser altamente relevante para a pontuação do grupo.
Ao tiro da partida e depois de carregar no relógio lá fui. Saí bem, a controlar as variáveis que me são possíveis de o fazer... o ritmo ia bom, abastecimento também bom... senti que poderia impor um esforço para passar aos 10 kms entre 45'15 e os 45'45, para depois aguentar e dobrar a segunda parte. Tudo correu assim... mas apenas durante os primeiros 5 kms.
De um momento para o outro, senti novamente a zona direita do meu abdominal a incomodar... de imediato abrando! Mas ao contrário do que se passou em Itália, desta vez parar não alterou nada, a dor foi permanente. Na passagem pelo abastecimento pedi gelo, pois podia ser que ajudasse a aliviar... mas nem por isso ajudou muito. Parei várias vezes para descontrair.
Entretanto podia ir assistindo à disputa da Inês Henriques e da Vera Santos, que na frente iam discutindo com as russas os lugares no pódio. Mas quando fui ficando para trás, a Ana Cabecinha, também cada vez mais atrasada por problemas físicos, apanhou-me e entre nós pairava o sentimento que pela equipa tinhamos de continuar até onde fosse preciso. Ainda por cima, a avistarem-se dois possíveis lugares no pódio para a Inês e para a Vera, significaria que no colectivo tudo seria possível.E foi esse sentimento que nos foi alimentando o esforço ao longo dos restantes quilómetros, cada vez que via a Ana, gritava-lhe que não podíamos desistir e ela respondia que não sabia se aguentava, mas ia conseguindo ir... tínhamos de aguentar e chegar ao fim!
Tive de deixar passar muita gente. Já não conseguia reagir a nada, não que estivesse cansada, pois nem o calor me desgastou, mas a limitação física tramou-me!!Após os 14 kms vi a disputa acesa entre as nossas atletas na frente, senti que mais uma vez poderíamos fazer uma boa classificação colectiva, mas a minha atenção começava a ficar cada vez mais na tentativa de relaxar o meu abdómen para chegar à meta.
Sempre que podia gritava para as minhas colegas manterem a cabeça fria e terem calma pois ainda tínhamos 6 kms pela frente e controlar seria a palavra de ordem. Nisto, a Vera queixa-se que lhe mostraram a raquete vermelha, mas que não parou, pois não viu as três faltas necessárias no quadro. Limitei-me a concordar, para que seguisse, às vezes ocorrem falhas... mas não era falha alguma! E o pior é que a Inês também "levou" faltas... Tanto a Vera como a Inês tiveram as três necessárias faltas para a indesejada raquete vermelha da desclassificação... e antes dos 18 kms ambas foram desqualificadas por faltas técnicas, de suspensão e flexão.
Assim que me apercebi do sucedido, só me apeteceu chorar. Bolas! Não conseguia acreditar. Logo as duas??!! Parecia brincadeira de mau gosto, mas era verdade!
Tanto sacrifício, mas tanto... e estava a custar-me tanto ir até ao fim. Correu-me o sangue quente nas veias, engoli em seco e decidi parar, pois o que me estava a carregar até à meta não era o meu valor pessoal/individual, mas apenas e só nosso valor como grupo!
Tristeza e revolta apoderou-se de todas nós! Nada nem ninguém poderia alterar fosse o que fosse!
Enfim... a Alta Competição é mesmo assim... todos sabemos!
É com sucessos e desaires que se percorrem os caminhos.
Mas o vencedor não é só aquele que chega em primeiro lugar à meta... acreditem... é também aquele que depois de cair consegue levantar-se!
Em frente é o caminho... e é preciso seguir!!
Susana Feitor
domingo, 24 de maio de 2009
Aconteceu o pior
Uma prestação para esquecer das marchadoras portuguesas deitou tudo a perder na Taça da Europa. Inês Henriques e Vera Santos iam na luta pelos primeiros três lugares aos 16 quilómetros quando foram desclassificadas e hipotecaram uma subida colectiva ao pódio, num dia em que a vitória sorriu à regressada espanhola Maria Vasco, que não fazia 20 Kms desde os Jogos Olímpicos. Susana Feitor, como nos disse ontem, sentia-se bem e até aos 5 quilómetros andou com as da frente. No segundo quarto da prova começou a ceder e a meio era já 21ª, bem longe das primeiras. Quando percebeu que Portugal já não pontuava, desistiu para acabar com o sofrimento em que seguia. Uma primeira metade de temporada menos conseguida para a marchadora de Rio Maior que viu Ana Cabecinha ser 13ª, a única portuguesa a concluir com 1h37'59''. A Russia venceu, seguida da Espanha, numa tarde muito quente que condicionou os tempos registados. A Eslováquia foi surpreendente terceira, aproveitando os falhanços colectivos de Portugal, Roménia e Lituânia, e subiu ao pódio como se vê nesta imagem da Federação Francesa de Atletismo.
Classificação: 1ª VASCO Maria (ESP) 1h32'53'' 2ª KIRDYAPKINA Anisya (RUS) 1h33'28'' 3ª SALTANOVIC Kristina (LTU) 1h34'17'' ... 13ª CABECINHA Ana (POR) 1h38'01'' -- FEITOR Susana (POR) DNF -- SANTOS Vera (POR) DSQ -- HENRIQUES Inês (POR) DSQ
20 Kms Masculinos
Igualmente desastrosa a presença masculina nos 20Kms, com os três marchadores mais cotados a destirem. João Vieira e António Pereira nem chegaram aos 6 quilómetros, enquanto que Sérgio Vieira não chegou a completar o oitavo. Apenas com Pedro Isidro em prova (20º), Portugal também não pontua colectivamente. Venceu Giorgio Rubino, com um pódio totalmente italiano que, obviamente venceu por equipas.
Classificação: 1º RUBINO Giorgio (ITA) 1h24'06'' 2º BRUGNETTI Ivano (ITA) 1h24'54'' 3º NIKOULOUDIKI Jean Jacques (ITA) 1h25'07'' ... 20º ISIDRO Pedro (POR) 1h31'54'' -- VIEIRA João (POR) DNF -- VIEIRA Sérgio (POR) DNF -- PEREIRA António (POR) DNF
50 Kms
A salvar a honra do "convento" os, mesmo assim, muito azarados 50 Kms, onde a medalha esteve muito perto. Augusto Cardoso (10º), Jorge Costa (13º) e Dionisio Ventura (15º) somaram 38 pontos, os mesmos que a Itália. Embora a selecção transalpina tenha fechado apenas na 19ª posição, no site da organização é atribuido aos italianos o terceiro lugar e a medalha acabou mesmo por ser entregue. O critério de desempate, ao contrário do que é habitual, parece ter sido o primeiro atleta em meta (italiano 8º, português 10º), e não a equipa que fecha primeiro, prática válida em todas as outras competições atléticas por equipas. Nota também para o facto de nenhum marchador português ter conseguido mínimo para os Mundiais de Berlim. Ganhou a Russia, seguida da Espanha.
Classificação: 1º NIZHEGORODOV Denis (RUS) 3h42'47 '' 2º GARCIA Jesus Angel (ESP) 3h46'27'' 3º ANDRONOV Yuriy (R€US) 3h49'09'' ... 10º CARDOSO Augusto (POR) 4h01'13''
13º COSTA Jorge (POR) 4h04'10'' 15º VENTURA Dionisio (POR) 4h05'51'' -- MARTINS Pedro (POR) DNF
Juniores
Luis Lopes Participou na prova masculina de júniors, na distância de 10 Kms. O marchador de Rio Maior conseguiu terminar numa agradável 16ª posição, entre 39 atletas, mas com um tempo longe do seu melhor (44'51''). Individual e colectivamente mais duas vitórias para a Rússia, que também viu uma marchadora sua ganhar a prova de juniores femininos. No entanto, por equipas venceu a Itália.
sábado, 23 de maio de 2009
"Tudo pode acontecer"
As Taças da Europa de Susana
1996 - Corunha (Espanha) - 3º lugar
2000 - Eisenhuttenstadt (Alemanha) - Desistiu
2001 - Dudince (Eslováquia) - Desqualificada
2003 - Cheboksary (Russia) - 5º lugar
2005 - Miscolk (Hungria) - 2º lugar
2007 - Leamington (Grã-Bretanha) - 14º lugar
Esperamos para amanhã o regresso aos bons resultados.
Susana em Metz para a 48ª (!) internacionalização
A selecção nacional de marcha que vai representar Portugal na Taça da Europa, onde está incluída Susana Feitor, chegou ontem à tarde a Metz (França), cidade que vai acolher a prova já amanhã. Metz situa-se no noroeste do país, perto da fronteira com o Luxemburgo. É a capital da região de Lorena e congrega actualmente cerca de 300 mil habitantes. Espera-se assim uma boa moldura humana para as provas desta Taça da Europa, apesar das previsões do estado do tempo. Os últimos dias têm sido de sol, mas amanhã podem ocorrer alguns aguaceiros. De qualquer das formas espera-se uma temperatura agradável, sendo a máxima prevista para a hora da prova dos 20 Kms femininos (13.30h locais) de 26 graus. O espírito entre a selecção portuguesa é de grande optimismo, neste que é o primeiro grande teste para todos os seleccionados face às perspectivas de presença na outra principal competição do ano. Para os Mundias de Berlim as quatro portuguesas presentes em Metz têm minimos, mas só 3 podem marcar presença na Alemanha. Desta Taça da Europa vão sair as primeiras duas pré-selecionadas. Já em relação às provas masculinas (20 e 50 Kms), esta é um excelent
e oportunidade para tentativas de chegar aos mínimos A (só António Pereira tem aos 50 Kms). Para além disso, naturalmente que estão em perspectiva grandes participações colectivas (afinal é esse o propósito desta competição), com as principais atenções viradas para a equipa feminina. As quatro atletas são muito experientes (Susana Feitor faz em Metz a sua 48ª internacionalização!) e podem levar Portugal ao pódio.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Selecção parte sexta-feira
Susana Feitor já terminou a preparação para a presença na Taça da Europa de Marcha e parte sexta-feira, às 11 da manhã, para o Luxemburgo, juntamente com a restante selecção nacional. A ligação a Metz será feita de autocarro. A prova dos 20 Kms femininos tem inicio marcado para as 13.30h de domingo (menos uma hora em Lisboa). Representam as cores nacionais, para além de Susana Feitor, Vera Santos, Inês Henriques e Ana Cabecinha. A prova desenrrola-se num percurso urbano de 2 Kms já disponibilizado pelo site da organização.
Antes decorrem as provas de 50 Kms (Augusto Cardoso, Jorge Costa, Dionísio Ventura e Pedro Martins) às 8h, e de 10 kms juniores (Luis Lopes) às 9h. Os 20 Kms masculinos (João Vieira, Sérgio Vieira, Pedro Isidro e António Pereira) começam às 15.30h locais.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Taça da Europa sem medalhadas olímpicas
Já é conhecida a lista de inscritas para os 20 Kms marcha da Taça da Europa, a realizar domingo em Metz (França). As ausências mais notadas são as três medalhadas nos Jogos Olímpicos de Pequim. A equipa russa apresenta-se desfalcada de Olga Kaniskina, a norueguesa Kjersti Platzer não alinha (face à ausência de uma selecção do seu país), o mesmo acontecendo com a italiana Elisa Riguado, embora neste caso seja mais notória a não apresentação de uma equipa transalpina(!!!). Na linha de partida vão estar 57 atletas de 19 países, embora só 12 apresentem equipas completas (pelo menos 3 marchadoras). Portugal alinha com uma equipa fortissíma (Susana Feitor, Vera Santos, Inês Henriques e Ana Cabecinha), sendo, no entanto, uma incógnita o que algumas das atletas estão a valer neste momento. Pela frente a selecção nacional vai encontrar oposição principalmente da Russia (mesmo sem Kaniskina), que apresenta quatro marchadoras com recordes pessoais inferiores a 1h26' - Anisya Kirdyapkina, Yelena Shumkina, Vera Sokolova e Larisa Yemelyanova. Também a Espanha aparece em Metz muito forte, com o regresso de Maria Vasco e a bom momento de forma de Beatriz Pascual. Colectivamente há ainda que ter atenção à Roménia de Claudia Steff e à Lituânia de Kristina Saltanovic, que podem aproveitar falhas das selecções favoritas para se aproximarem do pódio. Sem pretensões colectivas é sempre de ter em conta a irlandesa Olive Loughnane e a alemã Sabine Zimmer Krantz.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Presença nos "Globos de Ouro"
Terminado que está o estágio do sector de marcha da Federação Portuguesa de Atletismo, em Rio Maior, Susana Feitor aproveitou a noite de domingo para descomprimir dos treinos e marcou presença na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, promovidos pela Sic e pela Caras. A marchadora fez-se acompanhar do namorado, o fotógrafo Rodrigo Branco, e cruzou-se com várias figuras da vida pública nacional, como a nadadora Diana Gomes ou a cantora e actriz
Simone de Oliveira. O prémio de Melhor Desportista foi precisamente para uma figura do atletismo. Nélson Évora foi o eleito dos votantes, graças ao título de campeão olímpico conquistado em Pequim. Estavam também nomeados Frederico Gil, Naide Gomes e Vanessa Fernandes.sábado, 16 de maio de 2009
Susana quer "boa prestação" em França
Chega hoje ao fim o estágio do sector de marcha da Federação Portuguesa de Atletismo, que decorreu em Rio Maior, desde dia 4, com vista a preparar a participação nacional na Taça da Europa do próximo fim-de-semana em Metz (França). Susana Feitor está satisfeita com o trabalho desenvolvido, em especial com o último treino, ontem (sexta-feira), com uma boa prestação
em estrada, e com o treino da passada quarta-feira, com repetições em pista de 15x1Km. A marchadora diz que acredita na selecção portuguesa: "Vamos sair de França com uma boa prestação e todos os contributos são muito valiosos. Aguardo ter espirito de sacrifício para aguentar a dureza dos 20kms e ter a cabeça no lugar no dia 24". Para além de Susana Feitor, competem com a camisola de Portugal as marchadoras Vera Santos, Inês Henriques e Ana Cabecinha.
Correr contra o cancro
Susana Feitor participa hoje (sábado) na Corrida Terry Fox, em Lisboa. A corrida de solidariedade contra o cancro vai já na 14ª edição em Portugal. Terry Fox foi um jovem canadiano a quem, aos 18 anos, foi diagnosticado um sarcoma ósseo na perna, o que originou a sua amputação. Durante o internamento no Hospital, Terry ficou de tal modo impressionado com o sofrimento dos outros jovens com cancro que decidiu atravessar o Canadá a pé com o objectivo de angariar fundos para a investigação da cura contra o cancro. Esta sua corrida aconteceu em 1980 e ficou conhecida como Maratona da Esperança. Terry viria a falecer um ano depois. Um exemplo para todos ao qual Susana se associa mais uma vez. A prova decorre no Parque das Nações.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O valor das Taças
A marcha portuguesa tem vindo a mostrar um bom valor colectivo ao longo dos anos. Se há 10-15 anos era muito à custa do desempenho individual de alguns atletas, agora os valores aproximaram-se, em especial no feminino, e o desempenho colectivo é sempre aguardado com expectativa. Na Taça da Europa já atingimos o ponto mais alto do pódio em 2005, em Miskolc (Hungria), na qual tive uma participação muito gira, das que mais me orgulha, pois fui 2ª (Prata) com 1h29'01''.A última edição foi em 2007, em Leamington (Inglaterra), e mais uma vez os resultados foram de grande valia: 20kms Femininos - 4º lugar; 20kms Masculinos - 5º lugar; 50kms - 4º lugar. Recordo bem a minha sofredora prestação, pois estava a passar por uma fase menos boa, mas não podia deixar de dar a minha contribuição à selecção nacional e consegui um 14º lugar com 1h31'28''.
Pena que pouca gente valorize os resultados que os nossos atletas têm nestas competições. Falo da Taça da Europa, mas também da Taça do Mundo. São competições de marcha com um nível competitivo superior a qualquer Campeonato da Europa ou do Mundo, pois ao serem competições colectivas, cada país pode levar para cada prova até 5 atletas no
caso da Taça do Mundo, e até 4 na Europa, enquanto que nos Campeonatos da Europa ou do Mundo cada país apenas pode levar até 3 atletas por prova. O que significa que potências como a China, a Rússia, Bielorrússia, Japão, Espanha ou Portugal levam um lote maior de atletas e todos eles podem disputar os lugares da frente. É claro que um Campeonato tem uma dimensão promocional muito superior que uma Taça, mas não devemos esquecer que a prestação das nossas equipas é de uma qualidade igual ou superior a qualquer Campeonato com classificações colectivas.Não seria nenhuma injustiça reconhecer o valor que estas competições têm e serem-lhes atribuídos os prémios que o Governo consagra legalmente para as medalhas conquistadas colectivamente (como acontece por exemplo no Crosse) pelos nossos atletas nas Taças da Europa e do Mundo de Marcha.
Susana Feitor
domingo, 10 de maio de 2009
Estágios a caminho de Metz
Olá!Finalmente estamos no último estágio desta fase da época, que só termina no dia 16, no Centro de Estágios em Rio Maior.
Desde Fevereiro, durante 4 meses, entre Vila Real de António, Flagstaff (Estados Unidos), Sierra Nevada (Espanha) e agora Rio Maior, estive 20 dias em casa. É quase sempre assim desde 1998 quando iniciei os estágios em Altitude. A alta competição é mesmo assim, é um estilo de vida como qualquer outro que se faça por opção, quando existem condições que possibilitem essa escolha.
A minha preparação este ano está diferente do habitual, não em termos de plano de treino ou locais, mas em termos de prestação física. Fiz um Inverno concentrado na faculdade e andei longe das cargas e rotinas de treino, o que por opção me atrasou muito a época. Mas confesso que estava a contar ter atingido um nível interessante mais cedo do que aquele que só agora começa a dar algum sinal. Já esperava que em Itália, a 1 de Maio, tivesse registado uma marca abaixo da 1h31m, mas fiquei longe. É certo que tive alguns contra-tempos. Contudo, leva-me a crer que 20 anos causaram-me um desgaste tal que, cada ano que passa, noto que demoro mais tempo a recuperar da carga de treino ou das lesões, e demoro ainda mais tempo a atingir a forma. É claro que os anos de experiência são uma grande vantagem, em especial quando temos 20kms como desafio, mas a paciência também não é a mesma.
Concentro-me num objectivo de cada vez e, para já, temos a Taça da Europa, em Metz, no próximo dia 24. Apesar da prestação em Itália não ter corrido bem, os últimos treinos têm dado boas indicações. Ontem, por exemplo, num treino de maior distância andei mais rápido e com menos esforço que nos 20kms de Sesto. Se até ao dia 24 tudo correr como previsto, conto estar preparada para ajudar a nossa equipa a chegar ao pódio! Apenas tenho de cuidar de recuperar bem os meus músculos posteriores de ambas as coxas, todos os dias sem excepção!terça-feira, 5 de maio de 2009
Selecção para a Taça da Europa
Convocados
20 Kms Femininos
Susana Feitor (CNRM)
Inês Henriques (CNRM)
Vera Santos (JOMA)
Ana Cabecinha (COP)
20 Kms Masculinos
João Vieira (CNRM)
Sérgio Vieira (CNRM)
Pedro Isidro (SLB)
António Pereira (JOMA)
50 Kms Masculinos
Augusto Cardoso (FCP)
Jorge Costa (CTT-Faro)
Dionísio Ventura (Ilha Azul)
Pedro Martins (Seia)
10 Kms Juniores
Luis Lopes (CNRM)
Os atletas serão acompanhados pelos técnicos Carlos Carmino, Jorge Miguel e Paulo Murta, pelo médico Pedro Branco, pela fisioterapeuta Susana Nogueira e pela chefe de delegação Isabel Trigo Mira.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
De volta a Portugal
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Classificação do IAAF Race Walking Challenge
Susana 12ª... com dores... em mais um êxito de Platzer
A vitória sorriu, uma vez mais, à norueguesa Kjersti Platzer, que, apesar de ainda não ter perdido uma prova este ano, tenciona abandonar após os Mundiais de Berlim. De notar a ausência de última hora da campeã olímpica Olga Kaniskina e resultados abaixo de uma hora e meia para as cinco primeiras.
20 Kms Femininos
1ª Kjersti Platzer (Noruega) 1h28'50''
2ª Sabine Zimmer Krantz (Alemanha) 1h29'03''
3ª Elisa Rigaudo (Itália) 1h29'04''
4ª Vera Santos (Portugal) 1h29'27''
5ª Beatriz Pascual (Espanha) 1h29'54''
...
12ª Susana Feitor (Portugal) 1h35'40''
DQ Inês Henriques (Portugal)
DNF Ana Cabecinha (Portugal)
Na prova masculina venceu o espanhol "Paquillo" Fernandez com 1h19'57'', deixando bem longe o segundo, o norueguês Erik Tysse. O português foi terceiro com 1h23'15'' e consegui assim minímo B para os Mundiais, tal como o seu irmão Sérgio conseguira há um mês em Rio Maior.
20 Kms Masculinos
1º "Paquillo" Fernandez (Espanha) 1h19'57''
2º Erik Tysse (Noruega) 1h21'53''
3º João Vieira (Portugal) 1h23'15''
4º Jesus Sanchez (México) 1h23'21''
5º Giorgio Rubino (Itália) 1h23'42''
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Alinhamento de luxo em Itália
terça-feira, 28 de abril de 2009
Estágio em Sierra Nevada termina amanhã
Estão praticamente terminados os trabalhos neste segundo estágio do ano em altitude. Um período de três semanas que Susana Feitor considera proveitoso, em virtude de ter ultrapassado por completo a lesão que trazia de Portugal e estar a melhorar o estado de forma, tendo em vista o primeiro grande objectivo do ano: a Taça da Europa.
a faz parte do circuito principal, mas ainda não tem um site na internet à altura, pelo que é muito dificil avançar com os nomes das principais atletas que vão estar nos 20 Kms femininos. Ainda assim, foi possível apurar que são esperadas mais marchadoras portuguesas (pelo menos, Inês Henriques e Vera Santos), a líder do circuito Kjersti Platzer e a alemã Sabine Zimmer. Sobre Elisa Rigaudo pouco se sabe desde a etapa inaugural no México e há alguma expectativa em ver se alinha alguma espanhola, nomeadamente Maria Vasco, que no último fim de semana fez interessantes 43'27'' numa prova de 10 Kms. Tudo para conferir sexta-feira nos 30 anos da marcha feminina em Sesto San Giovanni, uma efeméride que dá lugar à edição de um livro lançado na véspera.domingo, 26 de abril de 2009
Susana na Comissão de Atletas Olímpicos até 2012
Susana Feitor foi este fim-de-semana reeleita para mais um mandato da Comissão de Atletas Olímpicos (CAO), cujo presidente vai ficar definido em sessão agendada para a próxima quinta-feira. A marchadora é um dos membros que transita da anterior comissão, juntamente com os velejadores Nuno Barreto, Gustavo Lima e Joana Pratas. Juntam-se agora a este organismo Diana Gomes e Simão Morgado (natação), Bernardo Novo (andebol), João Pereira (pentatlo moderno), Paulo Bernardo (atletismo) e Pedro Dias (judo). Foram os dez desportistas mais votados entre os candidatos, numa eleição muito pouco participada, em que votaram somente 14 atletas.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Susana fala de Abril
Susana Feitor foi esta semana entrevistada para emissão especial do Rádio Clube Português, sobre os 35 anos do 25 de Abril, que, amanhã, (sábado) vai para o ar ao longo de todo o dia. A marchadora foi escolhida por ter nascido precisamente no que ano que se seguiu à revolução (1975). Como "filha" de Abril que é, o RCP falou com Susana para saber a sua opinião sobre as mudanças que o país sofreu nas últimas décadas e a evolução do conceito de liberdade, conquistado já lá vão 35 anos. A emissão do Rádio Clube Português pode ser acompanhada em 104.3 ou no site http://radioclube.clix.pt
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Muito treino... mais portugueses... e acunpuntura!
Depois do teste do fim de semana, que deixou indicações positivas face à recuperação de Susana Feitor, o estágio de Sierra Nevada (Espanha) prossegue de acordo com o planeado. O tempo tem ajudado e a neve da semana passada dá agora lugar a muito sol, apesar da temperatura máxima não ult
rapassar os 8 graus!
passa, sinto uma agradável melhoria na minha forma física", diz. Para tal muito tem contribuido também o período pós-treino. Esta semana a atleta experimentou pela primeira vez sessões de acunpuntura, para promover equilibrios e descontrair a musculatura. As sessões têm sido ministradas pelo fisioterapeuta António, o mesmo que a ajudou a ultrapassar por completo a lesão na coxa esquerda.sábado, 18 de abril de 2009
Classificação do IAAF Race Walking Challenge
Kjersti Platzer 30 pontos
Inês Henriques 18 pontos
Claudia Steff 14 pontosVera Santos (POR) – 13 pontos; Olga Kaniskina (RUS) - 12 pontos; Jiang Jing (CHN) - 10 pontos; Susana Feitor (POR) – 10 pontos; Beatriz Pascual (ESP) - 9 pontos; Elisa Rigaudo (ITA) - 8 pontos; Liu Hong (CHN) - 8 pontos; Kristina Saltanovic (LTU) – 7 pontos; Yang Yawei (CHN) - 7 pontos; Johanna Jackson - (GBR) - 6 pontos; Shi Yang (CHN) - 6 pontos; Elena Ginko (BLR) - 5 pontos; Olga Povalyayeva (RUS) - 5 pontos; Tatyana Sibilieva (RUS) – 5 pontos; Wang Shanshan (CHN) - 5 pontos; Sun Limin (CHN) - 4 pontos; Ana Cabecinha (POR) – 4 pontos; Johana Ordoñez (ECU) - 4 pontos; Brigita Virbalyté (LTU) - 4 pontos; Sun Lihua (CHN) - 3 pontos; Ana Maria Groza (ROM) – 3 pontos; Zuzana Schindlerová (CZE) - 3 pontos; Tania Spindler (BRA) – 2 pontos; Bai Yanmin (CHN) - 2 pontos; Tatyana Korotkova (RUS) - 2 pontos; Marie Poli (SUI) - 2 pontos; Cisiane Lopes (BRA) – 1 ponto; Tatyana Gudkova (RUS) - 1 ponto; Maria Galiková (SVK) - 1 ponto; Julia Takacs (ESP) – 1 ponto; Sun Xueping (CHN) - 1 ponto
Lembramos que, tal como já anunciámos, a IAAF fez uma alteração ao regulamento, publicada no passado dia 1 de Abril, e, assim, já não são só as 12 marchadoras mais pontuadas que podem marcar presença na final do Challenge (19 de Setembro, em Saransk, na Russia). A prova (na distância de 10Kms) é aberta a todas as atletas, mas apenas entram nas contas finais para o prémio monetário as que tiverem presenças em, pelo menos 4 provas. A próxima competição pontuável é o Grande Prémio de Sesto San Giovanni (Itália), marcado para 1 de Maio, que contará com a presença de Susana Feitor.
Primeiro teste com boas indicações
Susana Feitor efectuou esta manhã o primeiro teste mais a sério do estágio que iniciou esta semana em Sierra Nevada (Espanha). Já com melhores condições climatéricas, apesar do frio e de algum nevoeiro, a marchadora treinou em estrada, ao contrário do que aconteceu nos primeiros dias, devido à muita neve.
De resto, ficam boas indicações deste primeiro treino rápido, uma vez que a lesão na coxa esquerda voltou a não dar qualquer sinal e parece estar debelada. Um excelente indicador quando estamos a duas semanas da próxima prova em Sesto San Giovani (Itália), a contar para o IAAF Race Walking Challenge. quinta-feira, 16 de abril de 2009
Susana já marcha sem dor
Muita neve e vento forte estão a marcar os primeiros dias de estágio de Susana Feitor em Sierra Nevada (Espanha). As dificeis condições meteorológicas levaram mesmo a que todos os treinos de ontem tenham sido efectuados em recinto fechado, nas instalações do CAR (Centro de Alto Rendimento). Apesar da situação não ser a ideal, sempre há esta alternativa para os marchadores não estarem completamente parados. "O CAR oferece excelentes condições. Este complexo, na minha opinião, é um dos melhores do mundo, especialmente em termos de funcionalidade", diz Susana Feitor.terça-feira, 14 de abril de 2009
Arranca estágio em Sierra Nevada
Susana Feitor já está em Sierra Nevada (Espanha) para mais um estágio em altitude. A marchadora inicia esta terça-feira a adaptação aos 2320 metros acima do nível do mar, juntamente com a companheira de treinos Inês Henriques e o treinador de ambas, Jorge Miguel. Essa adaptação passa hoje por uma caminhada de cerca de duas horas (antes ainda nos enviou a imagem que vê do seu quarto) e pelos tratamentos à lesão que a impediu de terminar no Grande Prémio de Rio Maior.Amanhã começa a rotina de treinos, com a sessão mais intensa a decorrer de manhã, cerca das 9.30h. Depois do almoço e de um período de descanso, Susana volta a treinar depois das 17.30h, corrida ou piscina, seguindo-se os habituais alongamentos e exercícios especificos. Será assim a primeira semana em Sierra Nevada, antes de um primeiro teste mais sério sobre distâncias curtas.
O objectivo de Susana para este estágio é recuperar das dores na perna esquerda e apurar a forma para o Grande Prémio de Sesto San Giovanni (Itália), prova integrada no IAAF Race Walking Challenge 2009 agendada para 1 de Maio.
domingo, 12 de abril de 2009
Novamente de partida para altitude
Olá a todos!Posto isto, não vamos alterar a data de ida para o estágio que temos marcado para Sierra Nevada (já amanhã, segunda-feira), onde contamos com todo o apoio necessário à recuperação. Vamos 3 semanas para altitude e daí iremos competir a Itália, Sesto San Giovanni a 1 de Maio, que inicialmente tava em dúvida pois se os 20kms de Rio Maior dessem bons indicadores ainda iria decidir se iria ou não.
Dado que nos 3-4 dias iniciais da chegada à altitude temos de fazer adaptação aos 2320m, o treino é insignificante, por isso conto retomar o ritmo normal no final da semana que vem.
Até lá!
Beijinhos.
sábado, 11 de abril de 2009
Rio Maior e a lesão... esta e outras
No sábado passado em Rio Maior, o meu resultado nos 20kms saiu... furado!!
As lesões são um dos aspectos fastidiosos do desporto, mas são algo com que os atletas têm de saber lidar, fazem parte da nossa carreira, uma vez que levamos constantemente o nosso corpo ao limite e às vezes ele cede. No entanto alguns momentos aborrecem-nos mais que outros, confesso que fiquei bastante chateada, em especial por ter sido “forçada” a parar numa das competições do IAAF Challenge, ainda por cima na minha terra!
Desde a competição no México que fiquei dorida em ambas as coxas, músculos posteriores. Melhorei entretanto, mas com o treino e competição de 10kms no final de Março, voltei a ter queixas. Fui recuperando com a ajuda da fisioterapeuta Susana Nogueira, no centro de preparação olímpica de Rio Maior, e notámos bons feedbacks.
A competição foi táctica desde o inicio, talvez pelo vento que se fazia sentir, mas o que é certo é que até aos 10kms o grupo dianteiro era grande e compacto, apenas com alguns ligeiros ataques da russa Sibileva, da Inês Henriques ou da irlandesa Olive. O andamento só se tornaria mais exigente após os 12-13kms. Entretanto, na passagem aos 10km já sentia uma dor aguda na minha coxa esquerda, o que me levou a parar uma vez na décima primeira volta (dos 11km para os 12km), fiz um ligeiro estiramento para tentar descontrair e retomei, pois senti que se marchasse com mais cuidado, mesmo que ficasse longe da luta do pódio, seria importante terminar. Mas a dor manteve-se e antes dos 13kms voltei a parar, já que abrandar não aliviou. E… decidi não continuar!
Lesão sem gravidade
No inicio da semana fui reavaliada pelo departamento médico da FPA e a ecografia confirmou uma ruptura minúscula de 2mm, um “achado ecográfico”, nada de grave! Mas se tivesse continuado talvez tivesse outro final e provavelmente agora poderia não conseguir a treinar por uns tempos.
Infelizmente nada de novo para mim, não só porque este tipo de situações são de algum modo habituais no desporto de alta competição, mas porque noutras circunstâncias idênticas tomei decisões diferentes e fui aprendendo a lidar com estas situações.
Na verdade tenho boas e más memórias relacionadas com lesões e competição.
Das boas, poderia destacar várias, mas recordo sempre a marca de 1h28'19'' nos 20kms em Hildesheim (GER) em 2001, num circuito irregular, em que aos 12,5kms senti uma dor aguda no músculo posterior da coxa direita, abrandei por uns metros, mas consegui arranjar uma forma confortável de marchar e consegui ir bem até ao fim. Dois dias depois a ecografia acusava uma ruptura de 10mm!
Das más memórias, destaco os 20kms em Sydney nos Jogos Olímpicos em 2000, em que apesar de ter conseguido um 14º lugar o meu esforço foi tremendo, pois uma semana antes no último treino de ritmo, quase no final senti uma “pontada” agressiva na face posterior da coxa esquerda, já sentia uma moinha há alguns dias e naquele dia foi a estucada final. A ecografia confirmou uma ruptura de 19mm. Dado que estávamos em Sydney e a poucos dias de competir, regressar estava fora de questão, devia esperar melhorar um pouco e só depois viajar tanta hora. Então decidi avançar na mesma, não estava perante uma competição qualquer e o pior que poderia acontecer seria não chegar ao fim. Com a coxa imobilizada fui aguentando e terminei em 14º, agravei a lesão, mas consegui chegar ao fim. A dureza acabou por ser também psicológica, pois sentia-me em grande forma, mas limitada. É uma memória difícil, mas chegar ao fim compensou o sacrifício. Em 2002 no campeonato da Europa em Munique, a história não foi muito diferente da de sábado em Rio Maior, mas com consequências bem mais graves, a dor aguda foi súbita e bastante mais forte aos 11kms, tive mesmo de parar. Mais uma vez fiz uma ruptura, na face posterior da coxa direita e desta vez acompanhada com derrame. Resultou numa paragem de 3 semanas.
Acompanhamento melhorou
O percurso na vida do alto rendimento é mesmo assim, é feito de momento fantásticos e de momentos difíceis. Precisamos saber dar a volta por cima e ter a paciência para recuperar bem de modo a retomar o caminho, com uma boa dose de aprendizagem.
É claro, que o ideal será termos fácil acesso a profissionais que nos ajudam não só a optimizar as nossas capacidades desportivas, como também a evitar danos graves e ensinar como dar a volta às várias situações quem nos vão aparecendo. Na verdade só nos últimos 10 anos as coisas melhoraram significativamente e tenho tido significativamente menos lesões. Em determinada fase do meu percurso como atleta não tive o acompanhamento adequado, nem eu ou o meu treinador tínhamos o conhecimento suficiente para determinar um limite ou programar o treino com sessões complementares para evitar algumas lesões. E talvez por alguma teimosia e muito querer, que são precisos, cometi alguns exageros em treinos e competições, em que não devia tido qualquer receio em parar ou adaptar as sessões de treino. E após 20 anos de alta competição tenho os meus músculos posteriores, de ambas as coxas, um pouco alterados (desarranjos musculares) devido a várias contraturas e rupturas.
A importância da saúde oral
São vários os cuidados que devemos ter com o nosso corpo. Por exemplo, ter uma higiene oral impecável é uma “arma” forte para prevenir algumas lesões musculares. Devemos ir com regularidade ao dentista (2-3x/ano) para controlar os nossos dentes e as gengivas. As cáries escondidas, inflamações que não damos conta ou outras situações que podemos não estar a controlar, podem debilitar o nosso organismo. Um foco infeccioso na boca pode afectar outros órgãos do nosso organismo. Um atleta pode perder até 20% do seu rendimento por distúrbios dentários.
A saúde oral é um aspecto fundamental para o nosso bem-estar geral e num atleta torna-se mais evidente. E por esta razão, quando saí da ecografia e soube o resultado falei de imediato com a dentista, que me observou no mesmo dia para excluir os dentes como uma provável causa. Sessões de treino e alongamentos próprios, uma alimentação equilibrada, uma suplementação adequada e uma boa recuperação (massagem/jacuzzi) após os treinos mais intensos, são ingredientes suficientes para ir prevenindo os danos.
Susana Feitor
domingo, 5 de abril de 2009
Classificação do IAAF Race Walking Challenge
Kjersti Platzer 30 pontos
Inês Henriques 18 pontos
Claudia Steff 14 pontosVera Santos (POR) – 13 pontos; Susana Feitor (POR) – 10 pontos; Beatriz Pascual (ESP) - 9 pontos; Elisa Rigaudo (ITA) - 8 pontos; Kristina Saltanovic (LTU) – 7 pontos; Johanna Jackson - (GBR) - 6 pontos; Elena Ginko (BLR) - 5 pontos; Olga Povalyayeva (RUS) - 5 pontos; Tatyana Sibilieva (RUS) – 5 pontos; Ana Cabecinha (POR) – 4 pontos; Johana Ordoñez (ECU) - 4 pontos; Brigita Virbalyté (LTU) - 4 pontos; Ana Maria Groza (ROM) – 3 pontos; Zuzana Schindlerová (CZE) - 3 pontos; Tania Spindler (BRA) – 2 pontos; Tatyana Korotkova (RUS) - 2 pontos; Marie Poli (SUI) - 2 pontos; Cisiane Lopes (BRA) – 1 ponto; Tatyana Gudkova (RUS) - 1 ponto; Maria Galiková (SVK) - 1 ponto; Julia Takacs (ESP) – 1 ponto
Entretanto, ao contrário do que estava no regulamento inicial, a IAAF fez uma alteração publicada no passado dia 1 de Abril, e, assim, já não são só as 12 marchadoras mais pontuadas que podem marcar presença na final do Challenge (19 de Setembro, em Saransk, na Russia). A prova (na distância de 10Kms) é aberta a todas as ateltas, mas apenas entram nas contas finais para o prémio monetário as que tiverem presenças em, pelo menos 4 provas. A próxima competição pontuável é o Grande Prémio da China, em Wuxi, nos dias 18 e 19 deste mês.
sábado, 4 de abril de 2009
Susana desiste em mais uma vitória de Platzer
Não correu da melhor forma a participação de Susana Feitor no Grande Prémio de Rio Maior, onde desistiu pouco depois dos 13 kms. A marchadora seguiu sempre no grupo da frente até ao décimo segundo quilómetro, quando a norueguesa Kjersti Platzer desferiu o primeiro ataque. A líder do IAAF Race Walking Challenge acabou por isolar-se e Susana teve dificuldade em responder por causa das dores sentidas na perna esquerda, que um quilómetro depois a fariam desistir, quando seguia na oitava posição, lugar ainda pontuável para a classificação do Challenge. Susana passou no grupo da liderança aos 5 Kms (22'53'') e aos 10 Kms (45'54'').IAAF Race Walking Challenge, Rio Maior, Hoje, 17 horas
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Página de apoio no Facebook
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Há um ano foi assim...
Em jeito de antevisão do Grande Prémio Internacional de Rio Maior, lembramos a prova do ano passado, em que Susana Feitor mostrou-se em grande nível. Chegou a comandar nos quilometros finais e só foi ultrapassada na recta da meta por aquela que viria a ser a vencedora do IAAF Race Walking Challenge 2008, Kjersti Platzer. A norueguesa ganhou com 1h29m29s, apenas menos dois segundos que Susana, que conseguiu na sua terra natal uma das melhores marcas da temporada. Pela primeira vez abaixo de 1h30m, Ana Cabecinha foi então terceira. Vamos ver como são as coisas este ano para estas três marchadoras, assim como as restantes atletas de topo, com destaque para Vera Santos (7ª em 2008), Inês Henriques (9ª), Sabine Zimmer (5ª), Claudia Steff (12ª) e Olive Laughnane (6ª).
segunda-feira, 30 de março de 2009
Grande Prémio de Rio Maior
Rio Maior recebe já no sábado a 18ª edição do Grande Prémio Internacional de Marcha, a competição mais importante da disciplina que se realiza em território nacional e uma das mais importantes em todo o mundo, que integra o IAAF Race Walking Challenge.Susana Feitor, que já venceu a competição por oito vezes, alinha à partida dos 20 Kms, ao lado de grande parte do pelotão internacional. O destaque vai para a norueguesa Kjersti Platzer, vencedora de das últimas duas provas pontuáveis para o circuito. Entre as 31 marchadoras inscritas até ao momento destaque para as outras portuguesas de nível internacional. Inês Henriques (Clube de Natação de Rio Maior) já mostrou bons momentos de forma em 2009, tal como Vera Santos (JOMA). A dúvida recaí sobre o estado de forma da recordista nacional Ana Cabecinha (Clube Oriental do Pechão), que foi apenas terceira no Nacional e desistiu em Lugano, na Suiça. Para além destas há que contar com a romena Claudia Steff, a russa Tatyana Sibileva, a alemã Sabine Zimmer e a irlandesa Olive Loughnane, isto só para falar nas mais cotadas.
Alessandra Picagevicz BRA
Cisiane Dutra Lopes BRA
Erica Rocha de Sena BRA
Tania Regina Spindler BRA
Ainhoa Pinedo ESP
Eugenia Gandoy ESP
Júlia Takács ESP
Lorena Luaces ESP
Marisa Pérez ESP
Rocio Florido Florido ESP
Verónica Colomo Díez ESP
Johanna Jackson GBR
Christin Elß GER
Sabine Zimmer GER
Olive Loughnane IRL
Kristina Saltanovic LTU
Sonata Milušauskaité LTU
Kjersty Plätzer NOR
Ana Cabecinha POR
Ana Cláudia Conceição POR
Inês Henriques POR
Maribel Gonçalves POR
Susana Feitor POR
Vera Santos POR
Ana Maria Groza ROM
Claudia Steff ROM
Tatyana Sibileva RUS
Chaima Trabelsi TUN
Olfa Lafi TUN
Rahma Mahmoudi TUN
domingo, 29 de março de 2009
Classificação do IAAF Race Walking Challenge
Kjersti Platzer 18 pontos
Inês Henriques 10 pontos
Susana Feitor 10 pontosBeatriz Pascual (ESP) - 9 pontos; Claudia Steff (ROM) - 8; Elisa Rigaudo (ITA) - 8 pontos; Johanna Jackson - (GBR) - 6 pontos; Elena Ginko (BLR) - 5 pontos; Olga Povalyayeva (RUS) - 5 pontos; Johana Ordoñez (ECU) - 4 pontos; Brigita Virbalyté (LTU) - 4 pontos; Vera Santos (POR) – 3 pontos; Zuzana Schindlerová (CZE) - 3 pontos; Tatyana Korotkova (RUS) - 2 pontos; Marie Poli (SUI) - 2 pontos; Tatyana Gudkova (RUS) - 1 ponto; Maria Galiková (SVK) - 1 ponto; Julia Takacs (ESP) – 1 ponto
Este ano só ficam qualificadas para a final do Challenge (19 de Setembro, em Saransk, na Russia) as 12 marchadoras mais pontuadas (até ao momento são as que surgem com o nome escrito com maior destaque). A próxima competição pontuável é o Grande Prémio de Rio Maior, já no próximo sábado, dia 4 de Abril.


