Susana Feitor segue o seu plano de preparação tendo em vista os grandes objectivos desta temporada. Por isso, segue amanhã para uma estágio de três semanas em altitude, na cidade norte americana de Flagsatff, no estado do Arizona. A marchadora segue na companhia da recente campeã nacional Inês Henriques e do técnico de ambas, Jorge Miguel.domingo, 22 de fevereiro de 2009
De partida para Flagstaff
Susana Feitor segue o seu plano de preparação tendo em vista os grandes objectivos desta temporada. Por isso, segue amanhã para uma estágio de três semanas em altitude, na cidade norte americana de Flagsatff, no estado do Arizona. A marchadora segue na companhia da recente campeã nacional Inês Henriques e do técnico de ambas, Jorge Miguel.sábado, 21 de fevereiro de 2009
Susana aplaude sucesso de Inês Henriques
A prova foi ganha em grande estilo por Inês Henriques, do Clube de Natação de Rio Maior, que aproximou-se do seu recorde pessoal com 1h30m34s. Este resultado constitui a quarta melhor marca mundial do ano e a melhor europeia. Um grande arranque de temporada para a companheira de treinos de Susana Feitor, que também parte segunda-feira para o estágio de altitude em Flagstaff, nos Estados Unidos. Recorde-se que Inês foi uma das atletas com mínimos que não teve direito a participar nos Jogos de Pequim, muito embora tenha viajado com a equipa para alinhar em caso de impossibilidade das três escolhidas pelo seleccionador nacional. Agora fez mínimos para os Mundiais de Berlim e junta-se a Ana Cabecinha, Vera Santos e Susana Feitor, três marchadora que já tinham atingido essa marca.
Ao contrário do que havia sido noticiado, Vera Santos, do Juventude Operária Monte Abraão, alinhou (por lapso não foi incuída na lista de inscritas da Federação Portuguesa de Atletismo) e foi segunda com 1h30m57s. Distante terceira, Ana Cabecinha (Clube Oriental de Pechão), com 1h34m14s, mostrou que ainda está longe da forma que a levou ao oitavo lugar nas Olimpiadas e ao recorde nacional da distância. Maribel Gonçalves (Clube Sport Marítimo), a outra atelta de topo presente, desistiu a uma volta do final.
20Kms Femininos
1ª Inês Henriques (CNRM) 1h30m34s
2ª Vera Santos (JOMA) 1h30m57s
3ª Ana Cabecinha (COP) 1h34m14s
Mais fracos os resultados masculinos, apesar da prova, num percurso à beira-mar, ter decorrido com menos vento que a feminina. Inscrito nas duas distâncias, João Vieira (CNRM) marchou apenas nos 20 kms e venceu com 1h25m05s. Augusto Cardoso (FCP) foi surpreendente segundo, com 1h25m18s, à frente de Sérgio Vieira (CNRM), que fez 1h25m48s. Face à existência da prova olímpica mais curta, os 50 Kms foram menos participados. A vitória sorriu a Dionisio Ventura, com 4h11m48s, seguido do veterano Jorge Costa, com 4h13m56s, e de Luis Gil, com 4h18m28s.
20 Kms Masculinos
1º João Vieira (CNRM) 1h25m05s
2º Augusto Cardoso (FCP) 1h25m18s
3º Sérgio Vieira (CNRM) 1h25m48s
50 Kms Masculinos
1º Dionisio Ventura (CIAIA) 4h11m48s
2º Jorge Costa (CTTFaro) 4h13m56s
3º Luis Gil (CSM) 4h18m28s
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Uma palestra para uma plateia diferente
A tarde de ontem (quinta-feira) foi vivida por Susana Feitor de uma forma muito especial. A atleta esteve no Estabelecimento Prisional de Alcoentre, numa palestra com alunos que frequentam as aulas promovidas na prisão.
Susana contou a sua história, como começou a praticar desporto e o que ainda a mantém na alta competição. Uma sessão muito participada, que, mesmo antes de acontecer, mobilizou os reclusos, responsáveis pela elaboração de um cartaz e de outras ofertas com que Susana foi presenteada no final. Houve ainda tempo para fazer o sorteio das equipas de reclusos que vão participar num torneio inter-turmas do estabelecimento prisional.
Uma experiência enriquecedora que a atleta descreveu como "uma hora de emoções que passou a correr. É gratificante partilhar a minha história e sentir o reconhecimento quem me ouve".quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Campeonato Nacional Sábado... sem Susana
A competição está, ainda assim, revestida de grande interesse por avaliar o actual momento de forma de outras das principais atletas portuguesas, quase todas presentes. A única excepção, a par de Susana, é Vera Santos, líder mundial dos 3000 metros em pista coberta, que não está na lista da federação. De resto, estarão na linha de partida Ana Cabecinha, Inês Henriques e Maribel Gonçalves, todas atletas que em 2008 cumpriram o mínimo olímpico e que participaram no estágio da semana passada em Vila Real de Santo António, no Algarve.
Atletas Inscritas
Ana Cabecinha (COP)
Ana Bastos (GJPB)
Sandra Silva (GRECAS)
Fátima Rodrigues (GSRC)
Maribel Gonçalves (CSM)
Sandra Leitão (FCP)
Kristina Saltanovic (FCP) *
Catarina Godinho (CAFZZ)
Susana Feitor (CNRM)**
Inês Henriques (CNRM)
* lituana
** não alinha
No sector masculino vão estar os principais atletas nacionais, com a particularidade do recordista nacional dos 50 kms marcha, António Pereira, estar inscrito nos 20 kms, enquanto que João Vieira está na lista de ambas as distâncias.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Susana na "Ilha das Cores"
Foi um dia diferente para Susana. A marchadora interrompeu os treinos para gravar. na terça-feira. uma participação especial no espaço infantil da RTP 2 "A Ilha das Cores", cuja segunda série começa a ser emitida já esta sexta-feira, em duas edições às 8h e às 20h.
Um projecto de grande interesse, no qual atleta fez questão de participar. Por isso mesmo aceitou o convite da produção para conhecer a Cantilena, a Dr.ª Joana e o Jeremias (personagens do programa). Este episódio, cuja exibição ainda não tem dia marcado, dá particular destaque ao exercício fisico através da visita de Susana Feitor. Ficam mais algumas fotos (ainda sem o cenário virtual, que será incluído na pós-produção)..jpg)

Mais informações sobre "A Ilha das Cores" em http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/ilha_cores/index.shtm
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Primeiro estágio do ano terminou
Os marchadores aproveitaram a semana para retomar o ritmo de treino bi-diário. Foi importante para manter estimular as rotinas diárias e, a pouco e pouco, ir subindo de forma. Um treino complementado com trabalho muscular de ginásio, igualmente importante nesta altura da época.
Mas esta é para a atleta uma opção consciente. A faculdade voltou a ser aposta e, por isso, "este ano não estarei no meu melhor do Grande Prémio de Rio Maior, mas se tudo rolar como prevemos estarei forte o suficiente para disputar um lugar no top 5". Um dos principais objectivos da temporada é conseguir um lugar na selecção nacional que vai estar na Taça da Europa, em Maio, e, posteriormente, o Mundial de Berlim. Susana segue o seu plano de preparação dentro de uma semana, com a partida para o habital estágio de Inverno em Flagstaff, nos Estados Unidos.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Tiro de partida no Pechão
A "atleta da casa" ganhou a competição de 5kms com 21 minutos e 40 segundos. Um tempo de grande valia que rivalizou com os melhores homens (Jorge Costa foi o primeiro com 21'39''). A prova foi organizada por Paulo Murta, técnico de Ana Cabecinha, e pelo ex-marchador algarvio Helder Oliveira, e teve como objectivo promover a disciplina entre os jovens da região.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Estágio de Vila Real de Santo António começa hoje
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
PARABÉNS SUSANA!

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Atleta - Estudante I
Não é fácil conciliar as duas actividades, ambas de alto nível e de grande mérito. Ser atleta de alta competição é algo muito especial, principalmente quando representamos as cores do nosso país, algo que só está ao alcance de poucos. Os problemas com a formação académica chegam quando treinar nos exige ausência da faculdade, tornando quase impossível assistir com assiduidade às aulas e acompanhar o ritmo do estudo. Os estágios, as competições, mas em especial o dia-a-dia com exigência física e com exigência intelectual, deixam pouca margem para a recuperação do corpo! Afectando a concentração no estudo e tudo fica mais complicado. O que torna evidente a opção… é que se pensarmos que a vida de um atleta tem uma duração a curto prazo, mas que a formação académica é muito mais flexível… vamos apostando, tentando conciliar ambas, mas privilegiando a competição.
Atleta - Estudante II
Vou dar um exemplo para explicar melhor o que quero dizer:
As aulas iniciam-se em Setembro e terminam em Junho/Julho. Algumas disciplinas acrescentam às aulas teóricas, actividades práticas. Em média, cada curso tem 5 a 8 disciplinas por semestre. São destinados períodos de frequências e/ou exames, habitualmente em Janeiro/Fevereiro e depois em Junho/Julho ou Setembro. É também habitual a realização de trabalhos, individuais ou de grupo, que exigem tempo extra. Os horários das aulas percorrem quase todas as horas dos vários dias da semana (algumas faculdades também têm aulas ao sábado). Fora desse horário é preciso “treinar” o que foi sendo dado nas aulas.
Em relação ao treino, deve ser diário, por norma algumas modalidades descansam uma vez por semana, mas habitualmente o treino é bi-diário! Uma sessão de manhã e outra à tarde, apesar de alguns grupos de trabalho ainda incluírem uma 3ª sessão. Cada sessão tem uma duração completamente diferente, podem variar de 1h (as mais curtas, como mínimo) a 4-5h (como máximo), o que faz a sua maioria ter a duração média de 2,5h-3h. Como complemento à sessão de treino o atleta deve fazer sessões de recuperação do esforço. A cada modalidade a sua especialidade, mas em tempo o gasto médio diário ronda 1h. Todos os dias cada atleta deve gerir o treino invisível, que é a alimentação e o descanso para recuperar do esforço físico. Durante a semana também devem estar previstas sessões de análise técnica… e etc, etc, pois cada modalidade tem exigências próprias. Esta rotina semanal decorre com mais ou menos intensidade durante toda época desportiva, que para a maioria das modalidades dura 10-11 meses. Para optimizar esta rotina diária, muitas vezes fazem-se estágios fora dos locais habituais de treino, alguns curto de 3-4dias, mas outros, como são os estágios especiais em altitudes acima de 1600-1700m (montanhas fora de Portugal), devem demorar um mínimo de 3 semanas. Este plano ainda contempla as competições, em que se dá especial atenção às internacionais, que exigem mais tempo e mais desgaste.
Atleta - Estudante III
É possível assistir a todas as aulas, trabalhos de grupo, fazer frequências e exames ao mesmo tempo ter o ritmo de preparação desportiva necessária para cumprir o mínimo?
E se formos reler o que diz o Estatuto de Alta Competição (consultar Página do IDP ) no capitulo do Regime Escolar, podemos constatar que estão previsto vários apoios, aos quais os atletas nessas condições podem recorrer e os respectivos estabelecimentos de ensino devem conceder. Mas em termos práticos ocorrem várias dificuldades para que esta conciliação seja um sucesso, a primeira grande gafe está no artigo 13º, pois contempla a alteração de datas de avaliação, quando estas coincidem com competições e preparação para estas, mas ficam perguntas no ar (com resposta óbvia!): Então e no restante tempo da época em que não competiu ou não esteve em estágio, o atleta não treinou? Não teve o mesmo ritmo de preparação?
Pode-se dizer que é um princípio válido e útil o que está legislado, mas enquanto o estudante não tiver um plano de estudo/avaliação adequado ao seu plano de treino diário como atleta, terá de continuar a optar duma actividade em detrimento da outra.
Será assim tão complicado providenciar um plano anual que contemple a formação académica e a alta competição?
No meu caso, devo dizer que tanto no ISA como agora na FMH, senti sempre uma abertura dos professores na flexibilidade da marcação de exames ou frequências fora da data oficial, mas o problema mantém-se, uma vez que oficialmente o nosso dia-a-dia de atletas em constante preparação não está contemplado.
Em Portugal existem algumas instituições universitárias sensíveis ao assunto e sempre que se fala desta matéria a Universidade do Minho é exemplo, em que existe um plano especial para “estudantes atletas de alta competição”, foi criado um programa Tutorial que acompanha estes alunos, permitindo que tenham aulas à medida e avaliações à medida, digamos assim, mas no essencial trata-se dum programa que prevê e garante que o sucesso desportivo destes alunos especiais acompanhe o sucesso escolar. (ver: Regulamento do TUTORUM criado em 2005 - Programa de Apoio Tutorial aos Estudantes Atletas de Alta Competição da Universidade do Minho - Serviços de Acção Social da Universidade do Minho )
A opção de muitos jovens atletas de alta competição acaba por passar uma espécie de imigração, pois optam por ir estudar para fora do país, ingressando em faculdades que permitem conciliar os estudos com o treino.
No entanto não me parece fazer muito sentido que exista um regime especial de acesso ao ensino superior, para um grupo especial da população e que depois durante a frequência do curso se veja “obrigado” a optar por uma ou por outra actividade, porque não existem medidas para garantir uma preparação equiparada. Pelo mesmo motivo que levou o atleta a ter direito ao regime especial, faz sentido continuar a ter medidas complementares de apoio para ter as mesmas possibilidades de sucesso como estudante, comparativamente a alunos regulares e a atletas regulares. Praticar desporto pode começar como um hobby, pode apenas ser uma actividade complementar na nossa vida, mas quando falamos de alta competição, é outra coisa, outra responsabilidade, não só estamos a falar dum grupo muito restrito de pessoas, como duma actividade que não está ao alcance de qualquer jovem. Mas a nossa sociedade tem talentos noutras áreas, por isso sempre fui de opinião que jovens talentos das mais diversas áreas como a música, o teatro, a dança, etc, deveriam ser justamente contemplados com regimes especiais de apoio na formação académica, não devem servir apenas de exemplo para a sociedade e representarem o nosso país, mas também devem ter uma alternativa de vida como cidadãos. O estatuto de alta competição regula a actividade do atleta de alta competição, mas nos termos de acesso ao ensino superior o que vem previsto no estatuto não dá facilidades ou retira lugar a outros estudantes, como muitos pensam, não! Funciona sim como uma espécie de complemento ao tempo exigente da actividade da alta competição, ao desgaste físico e psicológico necessário, algo que não está ao alcance de todos.
Tal como expliquei, se não existir uma boa coordenação entre o grupo de trabalho desportivo e o grupo de trabalho universitário, para os atletas de alta competição esta conciliação com sucesso simultâneo em ambas as áreas, nunca será uma verdadeira realidade.
Susana Feitor
A homenagem na FMH
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Homenagem no aniversário da FMH
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Susana na "Sportlife" de Fevereiro
Toda a conversa teve como tema central os 20 anos de carreira da atleta, nomeadamente a participação em grandes eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos, que contam com cinco participações de Susana. E daqui a mais 20 anos o que estará a fazer Susana Feitor? Para ler na "Sportlife" de Fevereiro...
sábado, 3 de janeiro de 2009
Ano Novo… Objectivos Novos!!
2008 deixou a sua marca como ano olímpico, mas o segredo do sucesso da vida está na capacidade de traçar novos caminhos. “Vencedor nem sempre é aquele que chega em 1º lugar! … Vencedor é aquele que depois de cair levanta-se e segue!”.
Não tem sido fácil reforçar a motivação para a dureza do treino e da competição dos 20 kms marcha. Até ao final do ano passado deixei o meu corpo recuperar. Tentei reorganizar algumas questões. Agora que estamos a iniciar um novo ano é altura de dar novos passos…
Os meus objectivos dividem-se quase de forma equitativa entre a faculdade e a minha vida de atleta. Apesar do peso desportivo ainda ser grande, a minha vida de estudante tem um peso determinante para o meu sucesso pessoal.
Olho em frente e tento imaginar cada passo a dar… vejo as minhas capacidades como atleta a serem desafiadas pelos 20 anos ao serviço da selecção nacional (com apenas 14 anos tive a primeira internacionalização, numa selecção de juniores em Agosto de 1989). É inevitável um certo desgaste físico, algum cansaço psicológico, algumas rotinas exausta. Segundo quem sabe das ciências do desporto, o meu corpo ainda tem muito para dar e há algo que me mantém no rumo, que me leva à luta, que me faz querer continuar a viver concentrada no alto rendimento: a competição e o prazer de competir!
Amália dizia que cantaria até que a voz lhe doesse. Não quero chegar a tanto, ou seja, competir até que as minhas pernas não possam mais, mas procuro algo especial. Apesar de estar grata por ter tido muitos momentos especiais, como nos mundiais de Helsinquia e Osaka, os JO têm-me mantido nessa procura. Só que para 2012 ainda falta muito e não quero programar nada tão distante. Uma coisa é certa, a maturidade que todo este caminho me deu, e a experiência do sucesso e do insucesso, provocam em mim uma agradável exaltação quando penso em cada passo a dar.
Estou quase pronta para o GP Rio Maior e para conseguir a selecção para o Mundial. Só depois me posso vou deixar “embalar” para Berlim. Será uma disputa renhida porque a marcha feminina portuguesa está na sua maior força de sempre. Tenho muito trabalho pela frente… e gostaria muito de aprender a falar alemão ;)
Susana Feitor
Análise a 2008 IV - Susana em Discurso Directo
Para mim o ano de 2008 não teve propriamente um começo, foi antes uma espécie de continuação de 2007. A motivação e o trabalho que desenvolvemos no final da época de 2007, no Campeonato do Mundo foi de qualidade. Trabalhámos a pensar nos JO Pequim e após um 5º lugar em Osaka fiz questão de me manter concentrada no caminho e no objectivo 2008.
O primeiro trimestre correu como previsto, com bons registos na pista coberta e em 10 kms, mas o mais relevante seria a reconquista do título de campeã nacional de estrada em Fevereiro.
Habitualmente dividimos a época em dois picos de forma e o primeiro seria para atingir na Taça do Mundo na Rússia, em Maio, com uma passagem marcante pelo Grande Prémio de Rio Maior. Apesar de não ter conquistado a vitória na minha terra, a 5 de Abril, fui 2ª com um excelente resultado. Depois uma gripe limitou-me o objectivo de uma classificação no top 8 na Rússia, no entanto a marca de 1h29.38 manteve-me no rumo certo. E o segundo trimestre da época terminou bem com mais um 2º lugar no Challenge da IAAF em Krakow-Polónia.
A parte final da época iniciou-se com um estágio em altitude e até ao objectivo principal ainda teria de competir nos Campeonatos de Portugal e, antes de viajar para Pequim, mais um estágio. Nos 10 000m dos Campeonatos de Portugal fui 4ª. Não contava ficar fora do pódio, mas contava com um registo perto dos 44 minutos e a marca de 44.08.1 deixou-me satisfeita. É que dadas as circunstâncias de selecção da equipa para Pequim, seriam de esperar andamentos rápidos e foi o que, tanto a Ana Cabecinha, como a Inês Henriques e a Maribel Gonçalves, fizeram ao registarem os seus próprios recordes pessoais e um novo recorde nacional.
Com a época a decorrer bem, aproximava-se a recta final para o objectivo principal: os Jogos Olimpicos. Um lugar entre as oito primeiras seria como a cereja no topo do bolo. Apesar de todos os planos em termos de preparação terem sido bem cumpridos, a selecção à última hora destabilizou um pouco os ânimos no meu grupo de trabalho e a minha ansiedade, própria para estes momentos, estava um pouco acima do habitual. Mas tudo o que tinha a fazer estava no caminho certo. O grande dia chegou mas, diferente dos demais, nasceu negro com muita chuva. Na verdade, para mim, permaneceu assim durante muito tempo…
Desisti antes do décimo quarto quilómetro e falhei o principal objectivo da época… o principal objectivo após os JO de Atenas em 2004. Não sei se alguma vez conseguirei ultrapassar a angústia dum não-resultado nos JO Pequim.
Mas o IAAF Race Walking Challenge também foi um dos objectivos de 2008 e a final do circuito em Murcia, a 21 de Setembro, estava inicialmente nos planos como apenas um momento competitivo extra. Mas depois da desistência em Pequim, senti que tinha de exorcizar a minha agonia e a minha angústia, não só revendo vezes sem conta tudo o que se passou naquele dia 21 de Agosto, mas também voltar a competir com vontade e prazer. E foi isso que aconteceu em Murcia. Apesar de já não estar na forma de Agosto, fiz 1h30.17, mas ganhar com 31ºC e com toda a concorrência em prova. Foi altamente relevante para mim em especial no que toca à minha motivação competitiva!
Olhando para trás, vejo 20 anos de momentos fantásticos e de excelência competitiva, vejo também momentos difíceis e de insucesso, altos e baixos, tal como é a vida de qualquer cidadão é. 2008 na minha vida desportiva espelha isso mesmo, uma época com momentos altos e de qualidade e com momentos baixos. Todos deixam a sua marca. Sem dúvida, que tal como em 2005 a conquista da medalha Bronze no mundial será inesquecível, a desistência em 2008 também será inesquecível, mas desta vez é uma memória difícil, que ainda trás alguma agonia.
Ambas as memórias fazem parte da história da minha carreira e ambas têm os seus ensinamentos próprios!
Susana Feitor
Análise a 2008 III - 20 Kms Marcha
As russas voltaram a dominar os melhores tempos do mundo com várias atletas a conseguirem resultados de grande valia em Adler, mas que não foram homologados devido ao desnível do percurso. Entram nas listas do ano, mas não nas de sempre. Caso contrário, teríamos um novo recorde mundial em 2008 com os 1.25.11 de Kaniskina.
A superioridade russa só é contrariada a nível mundial pelos resultados de um país que é caso único no sector da marcha: Portugal. Isso ficou logo bem claro na Taça do Mundo, com três atletas nas dez primeiras (uma delas no pódio) e um segundo lugar colectivo histórico. A prova de que não foi fruto do acaso está no ranking mundial de 2008, em que Portugal consegue três marchadoras nas oito primeiras. Esta classificação mostra a consistência de bons resultados, em deterimento de atletas que aparecem apenas uma ou duas vezes por ano.
No caso particular de Susana Feitor, 2008 foi, apesar do desaire olímpico, um ano de boa memória. Conseguiu várias marcas abaixo de 1 hora e 30, alcançou dois pódios no Challenge da IAAF (Rio Maior e Cracóvia), vingou-se de Pequim em Murcia ao vencer a Final do Circuito (onde bateu grande parte das primeiras nos Jogos Olímpicos), e termina 2008 como sexta marchadora do mundo (primeira entre as que falharam na principal prova do ano). Para quem pensava que a carreira estava no fim, ficou uma amostra do que está para vir...
Análise a 2008 II - Ranking Mundial 20 Kms Marcha
2º (2) Kjersti TYSSE-PLÄTZER NOR 1294
3º (3) María VASCO ESP 1258
4º (4) Ana CABECINHA POR 1244
5º (6) Olive LOUGHNANE IRL 1243
6º (7) Susana FEITOR POR 1239
7º (4) Tatyana SIBILEVA RUS 1237
8º (8) Vera SANTOS POR 1236
***
16º (17) Ines HENRIQUES POR 1194
30º (31) Maribel GONCALVES POR 1146
Este ranking é elaborado com base nos três melhores resultados de cada atleta durante o período de um ano. A classificação em causa diz respeito à última publicação (31 de Dezembro de 2008). A classificação entre parentesis é relativa ao lugar ocupado no ranking anterior (15 de Dezembro de 2008).
Análise a 2008 I - Melhores Marcas 20 Kms Marcha
2º - 1:25:30 Anisya Kirdyapkina RUS Adler 23/02/2008
3º - 1:25:46 Tatyana Shemyakina RUS Adler 23/02/2008
4º - 1:26:16 Tatyana Sibileva RUS Adler 23/02/2008
5º - 1:26:16 Lyudmila Arkhipova RUS Adler 23/02/2008
6º - 1:26:34 Tatyana Kalmykova RUS Saransk 08/06/2008
7º - 1:27:07 Kjersti Plätzer NOR Beijing 21/08/2008
8º - 1:27:12 Elisa Rigaudo ITA Beijing 21/08/2008
***
17º - 1:27:46 Ana Cabecinha POR Beijing 21/08/2008
20º - 1:28:14 Vera Santos POR Beijing 21/08/2008
28º - 1:29:31 Susana Feitor POR Mealhada 01/03/2008
46º - 1:31:06 Inês Henriques POR La Coruña 07/06/2008
65º - 1:32:22 Maribel Gonçalves POR La Coruña 07/06/2008
Para este ranking foi considerado apenas o melhor resultado de cada atleta em provas de 20 Kms marcha durante 2008.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
BOAS FESTAS!
domingo, 7 de dezembro de 2008
Susana 6ª no GP Catalunha
A melhor atleta portuguesa de todos os tempos nesta disciplina atlética bateu, ainda assim, nomes como a campeã olímpica de 2004, Athanasia Tsoumeleka, e Olive Loughmane, marchadora irlandesa que foi sétima nas últimas olímpiadas.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Alinhamento de luxo em Barcelona

Imagens do Seminário de Marcha da FPA em Ansião
cnicos ligados à disciplina, que tiveram oportunidade de debater questões importantes para todos e de participar em treinos conjuntos. A presença mais notada foi a Stefan Plazter, treinador da dupla vice-campeã olímpica Kjersti Platzer, convidado pela organização. O técnico, um dos mais conceituados a nível do circuito mundial, partilhou as suas experiências e transmitiu ensinamentos a nível de planeamento de treinos. Entre os restantes oradores estiveram os também técnicos Jorge Miguel (treinador de Susana Feitor), Paulo Murta e José Magalhães. A própria Susana Feitor foi responsável por um painel dedicado aos abastecimentos. Os já referidos treinos decorreram durante as sessões da manhã, sendo as tardes dedicadas ao trabalho de grupo em conferência. Ficam algumas imagens.
Fernando Mota, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, presente no seminário.

Alguns dos atletas e técnicos presentes durante as apresentações dos temas.

Susana Feitor com Ana Cabecinha e Stefan Platzer durante um dos treinos conjuntos.
Susana amanhã em Barcelona
Susana, a pouco e pouco, retomou os treinos após a pausa que se seguiu à temporada de Verão e tem nesta competição um primeiro indicativo do momento actual.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Formação de Alto Nível em Ansião
Susana Feitor participa no próximo fim de semana, em Ansião, num seminário de marcha, inserido no estágio do sector da Federação Portuguesa de Atletismo. A acção tem inicio sexta-feira, dia 28, e só termina na segunda, dia 1. A marchadora de Rio Maior participa em vários painéis, sendo a oradora principal sábado à tarde, na discussão sobre os abastecimentos em prova.
Esta iniciativa é uma forte aposta da federação na formação de técnicos e atletas, até pelo nível dos participantes. Para além de Susana Feitor, vão estar presentes Stefan Platzer (técnico de Kjersti Platzer, dupla vice-campeã olímpica dos 20 Kms, que também é esperada em Ansião), um dos mais reconhecidos treinadores a nível mundial, Jorge Miguel (treinador de Susana Feitor, Inês Henriques e Sérgio Vieira), Paulo Murta (treinador de Ana Cabecinha, recordista nacional do 20 Kms) e José Magalhães (ex-atleta e treinador).
Em discussão vão estar aspectos tão importantes para a modalidade como planeamentos de treino para as distâncias olímpicas, diferenças na preparação de marchadores masculinos e femininos e treino em altitude. Todos os debates serão precedidos de treinos matinais.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Atletas olímpicos riomaiorenses homenageados pelo Rotary Club de Rio Maior
O organismo obedece a um conjunto de regras no seu funcionamento, uma das quais é o protocolo, em que está um membro definido para tal função, no caso de Rio Maior é João Vargas.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Feriado Municipal e "Portugal no Coração"
É um dia dedicado aos riomaiorenses e aos que mesmo não sendo naturais de Rio Maior contribuiram para o desenvolvimento e promoção da terra.

Depois da sessão solene, Susana, junto com outros colegas atletas riomaiorenses e elementos da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, estiveram em directo para o programa da RTP "Portugal no Coração", numa reportagem de Cristina Alves.quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Desafio chamado "FPA" (discurso directo)
No entanto, tal como todos os cargos de liderança, quando se está muito tempo num lugar/função, às vezes começa-se a sentir um cansaço e uma carga muito grande de hábitos e atitudes, que nem sempre são fáceis de explicar. Muitos são os exemplos nas diversas áreas da nossa sociedade.
Dois dias depois da minha competição em Pequim, e num tom de rescaldo, conversámos largo tempo sobre vários assuntos, mas em especial sobre o que se tinha passado na minha prova. No final disse-me que tinha decidido recandidatar-se à presidencia da federação. Falámos sobre o assunto, abordou algumas ideias e logo ali percebi que o professor Mota mostrava-se algo diferente dos últimos tempos.
Contudo, falar comigo na perspectiva de convite para integrar consigo a organização da federação só aconteceu um mês depois, quando terminei a época de 2008 em Murcia. Confesso que hesitei e ponderei muito sobre o assunto. Nunca gostei, nem faz parte da minha forma de estar na vida, aceitar convites ou envergar projectos apenas "porque sim"... preciso sentir que vou ser útil e que serei capaz de desempenhar as funções que me pedem.Quando o professor Mota, ao fim de tantos anos, vem testar à frente da federação ideias muito aliciantes e refrescantes, noto nele vontade de terminar a sua ligação à Federação em grande.
Foram as suas ideias e os seus projectos que me convenceram a aceitar o convite.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Direcção eleita com Susana a vogal
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Spotakova atleta do mês, Susana 6ª
A marchadora de Rio Maior foi sexta na votação online dos fans no site da Associação Europeia de Atletismo, à frente de Naide Gomes, Tatiana Lebedeva e Josephine Onyia. Para esta eleição contaram também os votos da imprensa e de um painel de especialistas, mas estas duas partes da votação não foram reveladas.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Susana no programa "Sociedade Civil" da RTP2
A atleta que temos hoje na alta competição “nasceu” duma parceria entre autarquia, escola e clube. Susana aborda muitas vezes este “triângulo” oficial como um dos exemplos no sucesso para o estímulo de jovens para a prática desportiva continuada, ou seja, a união de vários parceiros em torno do mesmo objectivo. Ainda na opinião de Susana, é na família que está o pilar mais forte da sociedade para qualquer actividade dos jovens. Os pais e encarregados de educação são os principais agentes no incentivo dos jovens a um determinado estilo de vida.
Gala do Desporto Escolar
João Pedro Graça, em pleno directo no programa, lançou o convite a Susana para estar presente na Gala do Desporto Escolar, na Escola Secundária Luís Freitas Branco, no dia 16 Outubro.
E assim foi. A marchadora esteve presente para ser homenageada, juntamente com outros atletas, nomeadamente Vanessa Fernandes (triatlo) e João Gomes (esgrima).
terça-feira, 14 de outubro de 2008
FPA, o novo desafio
Apesar desta decisão de passar a assumir também funções directivas, a marchadora vai manter a sua actividade de alta competição, tendo como objectivo maior para 2009 a presença nos Mundiais de Atletismo, agendados para Agosto, em Berlim.
Susana virá aqui muito brevemente explicar os motivos que a levaram a aceitar este desafio.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Susana na corrida para Atleta Europeia do Mês
A marchadora entra na corrida pelo prémio de Setembro por causa da vitória na Final do Grande Prémio do Circuito de Marcha da IAAF, em Murcia. Entre as nomeadas estão nomes como Yelena Isinbayeva, Blanka Vlasic e a também portuguesa Naíde Gomes. A votação do público decorre até dia 20 deste mês no site da Associação Europeia de Atletismo.
http://www.european-athletics.org/index.php?option=com_content&task=view&id=4760&Itemid=208
O resultado que daí sair conta como um terço da votação final. Os outros dois terços dizem respeito às escolhas da imprensa e de um grupo de especialistas.
Susana já tinha sido candidata ao troféu de Janeiro, por ter estabelecido na altura a melhor marca mundial do ano de 3000 metros em pista coberta.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Momento de Reflexão
Chegou a fase da época desportiva, onde normalmente aproveitamos para fazer as devidas reflexões sobre o ano desportivo que passou.
É momento de análise, auto-critica, balanço, é também a oportunidade para reviver os momentos mais preponderantes... É necessário planear o novo ano, dum modo consciente para que se atinjam objectivos reais, sempre ambiciosos, mas possíveis.
A tentativa constante de ser melhor e fazer melhor, é algo patente e imprescindível no mundo e ainda mais relevante no mundo da alta competição, são estes momentos de reflexão que nos ajudam a tomar as decisões que muitas vezes podem fazer toda a diferença durante uma época ou para toda a vida.
Tento ter sempre em conta o que se foi fazendo ao longo do tempo, para reforçar as boas apostas e aprender com os erros, ao mesmo tempo é também uma maneira mais tranquila de entender novas realidades, ter consciência das nossas limitações e assim tomar decisões importantes...
Pode parecer simples, mas não é! É que entender a realidade composta por tanta variável e sentir confiança no que nos rodeia, tendo sempre presente que o sucesso em qualquer área requer vontade própria, mas ter também as "melhores" pessoas ao nosso lado... não é nada fácil! E sabe-se que tomar uma decisão terá sempre repercussões positivas e/ou negativas no nosso mundo. É claro, que o ideal, será evitar as repercussões negativas. É preciso um "grand savoir faire", para que mediante quaisquer que sejam as decisões ou soluções, que seja possível uma harmonia equilibrada para que o trabalho e a concentração neste, seja o melhor possível.
Pois é... no meu ponto de vista, o processo de amadurecimento como pessoa ou como desportista é bem mais complexo do que às vezes parece, há quem o consiga dum modo tão espontâneo e natural que nem dá pelo tempo que passa, às vezes sinto algum constrangimento quando revejo o que passei, pois quase sempre sinto que podia fazer melhor e diferente, saber viver isso e com isso é também uma aprendizagem. As pessoas que me rodeiam são muito importantes, não só relevantes no meu trabalho, mas em especial, e sem dúvida o mais importante, são relevantes na minha forma de ver e abordar o mundo, os assuntos, sejam eles pessoais ou profissionais.
Tenho sempre presente um sentimento de gratidão pela dádiva dos que me são queridos, dos que me estão próximos... vivemos em comunidade, não é certo?, com os bons e com os maus, mas sinto que estou sempre a aprender, inclusive com os que não estão comigo, ou não partilham das minhas ideias ou vontades.
Estes momentos de reflexão que tento fazer, servem sobretudo para reforçar/renovar a motivação, a orientação de modo a percorrer um caminho, que nunca se saberá ao certo onde nos pode levar e é aí que os chavões fazem mais sentido: ponderação; método; organização; gestão; saber ouvir; honestidade; sinceridade; frontalidade; vontade de fazer mais e melhor; pensar positivo; ter confiança; lutar pelo mais correcto; ser-se humilde e ao mesmo tempo convicto; evitar fazer juízos mas ter presente a justiça; evitar o conflito, ou o confronto, mas não dispensar a partilha de opinião, etc, etc...
Quem disse que "viver é fácil!", tinha razão!... mas saber viver é outra história bem mais complexa!
Susana
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Meia-Maratona de Portugal... a comentar
domingo, 21 de setembro de 2008
Susana "vingou" Pequim e mostrou o que vale
A vantagem com que Susana Feitor venceu hoje a final do Circuito Mundial de Marcha da IAAF mostra bem a grande superioridade sobre todas as atletas presentes. Agora que a organização já libertou os resultados finais, é possível saber nesta altura os tempos das três primeiras. Susana venceu em Murcia com 1 hora 30 minutos e 17 segundos. A segunda, a grega Athanasia Tsoumeleka, demorou precisamente mais um minuto a chegar à meta (1h31m17s). Em terceiro lugar chegou a grande favorita, a norueguesa Kjersti Platzer (vice-campeã olímpica) com 1 hora 31 minutos e 31 segundos. Inês Henriques fez 1 hora 32 minutos e 28 segundos para o quarto lugar, à frente das conceituadas Sabine Zimmer (que ainda tentou acompanhar Susana), Claudia Steff e Elisa Riguado, medalha de bronze em Pequim, mas que hoje perdeu 7 minutos para a vencedora. Vera Santos (21 pontos) não terminou e viu-se assim ultrapassada por Steff (26 pontos) e Zimmer (23 pontos) no terceiro lugar do Challenge. Inês Henriques (19 pontos) foi sexta, numa classificação geral em que Platzer (44 pontos) ganhou e Tsoumeleka (38 Pontos) foi segunda. Susana, já se sabia, apesar da vitória não entra nestas contas por não ter completado quatro provas do circuito."Hoje estou meio-feliz, meio-triste"
Bastante satisfeita com o resultado, a marchadora de Rio Maior não evitou falar sobre as diferenças entre o que se passou hoje e em Pequim, há precisamente um mês. "Os Jogos Olímpicos foram uma frustração. Nesse dia estava nervosa como uma criança de 5 anos, e tendo em conta que era a minha quinta presença, não percebo o que aconteceu. Hoje estou meio-feliz, meio-triste", disse.
A prova foi dominada desde cedo por Susana Feitor que, apesar dos 30 graus que se faziam sentir à hora da prova, hoje estava imbatível. No inicio ainda andou acompanhada pela alemã Zimmer e pela irlandesa Loughnane, mas quando forçou as outras não resistiram. Susana passou a meio da prova com 44 minutos e 29 segundos e venceu no final, perante impressionantes 30 mil espectadores, com um tempo muito bom para as condições.
À semelhança da prova feminina, nos homens também venceu quem falhou em Pequim. "Paquillo" Fernandez foi primeiro com 1hora 23 minutos e 14 segunos, à frente do australiano Jared Talent e do histórico Jefferson Perez que fez hoje em Murcia a sua última prova. João Vieira desistiu. Talent venceu o Challenge, Perez foi segundo e o mexicano Sanchez terceiro.
Ultima hora: Susana vence final do Challenge
Susana isolou-se logo aos 5 kms de prova na companhia da alemã Sabine Zimmer e da irlandesa Olive Loughnane e daí para a frente foi só ganhar vantagem. Uma prova cabal da categoria e da forma de Susana Feitor durante toda a temporada e que torna ainda mais explicável o sucedido, há precisamente um mês, nos Jogos Olímpicos de Pequim. A atleta continua a ser uma das melhores marchadoras mundiais e há que contar com ela em todos os momentos importantes. A vitória não apaga a mágoa das olímpiadas, mas Susana é hoje uma mulher mais feliz que conseguiu dar a volta.
sábado, 20 de setembro de 2008
Parabéns Jorge Miguel!
Susana Feitor está em Murcia na companhia de Jorge Miguel, seu treinador desde sempre, que hoje completa 60 anos de idade! Em véspera de competição, o dia é de festa para o homem que é o maior responsável pelos sucessos da marcha portuguesa nos últimos 20 anos e que fez com que a disciplina atingisse patamares muito elevados no panorama internacional, uma vez que quase todos os nomes portugueses que na actualidade conseguem resultados brilhantes são, ou foram, por si treinados.Foi sob ordens de Jorge Miguel que Susana foi Campeã Mundial de Juniores, que conquistou medalhas em Europeus e Mundiais de séniores, e atingiu resultados igualmente de primeira linha em Taças do Mundo e da Europa. O técnico é ainda responsável pelas carreiras de Inês Henriques e Sérgio Vieira e foi, no passado, também ele que impulsionou nomes como Vera Santos e João Vieira ou a lituana Cristina Saltanovic. Poucos técnicos no mundo (se é que há mais algum) podem dizer que por si passam e passaram tantos nomes com provas dadas na marcha mundial. Por todos os motivos e mais um... o seu aniversário ... parabéns!
Susana já em Murcia
Esta manhã decorreu o último treino antes da prova, debaixo de muito calor. Para amanhã a máxima prevista é de 32 graus, mas como a prova tem lugar de manhã (10.45h locais), espera-se que esses valores não sejam atingidos. Apesar do tempo quente, não está excluída a hipótese de aguaceiros.
Será a última prova da temporada, onde a atleta vai tentar fazer esquecer o desistência nos Jogos Olímpicos. A competição conta com 20 atletas inscritas, algumas delas primeiros planos da marcha mundial. Para além de Susana Feitor e Inês Henriques participam mais dois portugueses: Vera Santos e João Vieira.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Challenge IAAF - As mulheres da final

terça-feira, 16 de setembro de 2008
Tudo pronto para Murcia

Tal como a própria já aqui contou, Susana Feitor está optimista em relação à prova com que vai encerrar a temporada. Domingo em Murcia, Espanha, participa na final do Circuito Internacional de Marcha da Feederação Internacional de Atletismo Amador (IAAF).
Susana não compete para a vitória final do circuito, uma vez que só terminou 3 das 4 provas exigidas pelo regulamento. As desitstências em Chihuahua, no México, e nos Jogos Olímpicos de Pequim deitaram por terra qualquer aspiração, muito embora os outros resultados conseguidos este ano no circuito sejam de grande valia.
A marchadora de Rio Maior foi segunda na etapa portuguesa, precisamente na sua cidade natal, com 1 hora 29 minutos e 31 segundos, marca que constitui o seu melhor da temporada. Seguiu-se o décimo lugar na Taça do Mundo, na Rússia, também abaixo de 1hora e 30 minutos. Susana voltou ao pódio em Cracóvia, na Polónia, com novo segundo lugar, só que este foi o último resultado pontuável para a classificação geral. Bastava ter terminado uma das duas provas em que desistiu ou competir numa das que ficaram foram do seu calendário (Sesto San Giovanni ou Corunha, por exemplo) para domingo estar na luta pelo prémio máximo.Mesmo assim, face ao seu grande palmarés internacional e à forma que apresentou durante a temporada, surge em Murcia através de convite da organização e pode aspirar a um bom resultado, mesmo à frente de muitas das que ainda lutam pelo Challenge.
O favoritismo vai para a atleta mais regular em todo o ano e que lidera a classificação geral. A norueguesa Kjersti Platzer é cabeça de cartaz, ao lado de Susana, da irlandesa Olive Loughnane, de Vera Santos, da australiana Jane Saville, da russa Tatiana Sibileva (2ª na Taça do Mundo) e de Inês Henriques. Sibileva é outra das atletas que está fora das contas finais do circuito. A classificação antes da final pode ser consultada aqui no link que se segue. http://www.iaaf.org/mm/Document/Competitions/Competition/04/53/92/20080821114725_httppostedfile_OVERALLCHALLENGESTANDINGSafterOlympicGames-WOMEN_5693.pdf
Nos homens o destaque vai para os espanhóis, nomeadamente Paquillo Fernandez, favorito, mesmo estando também ele fora do challange. Um dos melhores marchadores mundiais da actualidade quer provar que Pequim não passou de um acidente de percurso. O líder da classificação, o mexicano Eder Sanchez marca presença, assim como o vice-campeão olímpico Jefferson Perez e o português João Vieira. Aqui fica a classificação masculina antes da prova de Murcia. http://www.iaaf.org/mm/Document/Competitions/Competition/04/53/93/20080822080216_httppostedfile_OVERALLCHALLENGESTANDINGSafterOlympicGames-MEN_5813.pdf
A prova feminina tem lugar às 10.45 (menos uma hora em Lisboa) e a masculina às 12.30.
domingo, 14 de setembro de 2008
Final do IAAF RW Ch em Murcia... falta uma semana!
À imagem do que se passou este fim de semana com a final em pista do World Athletics em Estugarda, onde pudémos assistir à vitória do Nelson e da Naide nas suas respectivas competições, também o IAAF Race Walking Challenge terá a sua final e é já no próximo domingo, dia 21 de Setembro, em Murcia, Espanha.
Para todas as informações é possível consultar o site oficial http://www.murcia2008.com/ .
Para já, de Portugal estão inscritos vários atletas. Em femininos estou eu, a Inês Henriques e a Vera Santos. Em masculinos está apenas o João Vieira. Uma das condições para se poder estar presente é pertencer aos aletas que fizeram o circuito mundial e que cumpriram pelos menos quatro provas. Outra hipótese é ser convidado pela organização.
Por cá, preparo-me para estar em Murcia o melhor que me é possível neste momento. Terei oportunidade de voltar a encontrar as melhores atletas do mundo, a maioria esteve em Pequim. Apesar de já não estar na forma fisica do mês de Agosto, ainda é possível competir a um nível bastante forte. Mesmo com alguns contratempos na semana passada, tenho-me sentido bem. Hoje fiz o habitual treino contínuo antes de competir em 20km, em que a sua especificidade é altamente relevante para a fase mais dura da competição. A minha resposta foi positiva, senti-me com força e tecnicamente bastante descontraída. Os indicadores são positivos o que me deixa algo tranquila e confiante. Esta semana será mais técnica, mas calma com muito descanso, para estar descontraída e o mais forte possível no domingo.
Tenho estado a usar as instalações do Centro de Estágio e do complexo desportivo na minha terra, algo que me é habitual. Quero aproveitar para enviar um beijinho especial de agradecimento pelo carinho e empenho de todos os profissionais e amigos que trabalham em prol dos atletas em Rio Maior. Bem hajam!
Saudações Desportivas para todos.
Susana Feitor
Ah... Exercício Físico!!!.... não esquecer!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Rumo ao final da época 2008
O que se passou nesta época, serve tal como em todos os anos anteriores, depois duma grande reflexão, individual e conjunta, para me fazer crescer, corrigir os erros e reforçar as boas opções. Confesso que esta não está a ser fácil, não será possível apagar os maus momentos, é que alguns mais parecem pesadelos vividos, mas ao mesmo tempo também são esses que ajudam a sentir com mais "calor" os bons!
Frases feitas dizem que "é preciso saber perder, para saborear melhor a vitória", é certo, concordo plenamente... mas como digerir uma desistência tão relevante, com a de uns Jogos Olímpicos??... uns dirão: " olhar em frente e seguir" ou “todos temos a fragilidade da falha, é preciso levantar a cabeça e retomar o caminho”, ou outros dirão: "está na altura de parar" ou “a idade já pesa” ou “ que já não tem capacidade para competir a este nível”, outros ainda fazem conjecturas do mais absurdo sem me conhecerem minimamente, essas opiniões são as mais fáceis de ler e até dão uma vontade feroz de responder torto, mas o meu respeito pelo pensamento individual apenas me faz contar o que me vai na alma.
Não o vou fazer hoje, ainda vou fazendo as minhas reflexões diárias sobre tudo o que se passou no dia 21, mas também sobre muitas outras coisas na minha vida desportiva de 20 anos. Os meus princípios e os meus valores levaram a que conduzisse a minha vida num sentido e por isso ainda me custa mais aceitar o meu resultado em Pequim. Penso que tomei, tomámos, as decisões mais correctas e mais acertadas até à hora de competir, mas o que a história escreveu não reflectiu tanto empenho e tanto trabalho, não só meu, como também de todos os que estiverem junto a mim todos estes anos.
Aspirações e trabalho
É óbvio que não esqueço os resultados que fui tendo ao longo da minha carreira, os bons, os maus, os péssimos e os muito bons... Muita luta, muitos obstáculos, que felizmente fomos conseguindo ultrapassar, em especial os de inicio. É que o Portugal de Alta Competição evoluiu muito, mesmo ainda com algumas discrepâncias em relação a muitos países, as nossas necessidades e reivindicações de hoje em dia são muito diferentes das de 1992…1996…1998… isso mostra que estamos no bom caminho, apesar de se ir muito devagarinho, algumas mudanças fizeram a diferença e se o caminho continuar no rumo da melhoria do Projectos e consolidação dos programas desejados, as gerações vindouras ainda podem vir a ter condições que as gerações antes da minha não imaginavam possíveis.
Mas apesar dos maus momentos, esta minha olimpíada acaba por ser a melhor da minha carreira. Desde que me lembro, sempre fui capaz do melhor e do pior, tal como está tão bem patente nos resultados do ano de 2005.
Muitas lesões e momentos de desespero, mas mais ou menos fui sendo capaz de dar a volta e junto com os que trabalham comigo e com todos que me têm dado a sua energia, apoio ou patrocínio, consegui resultados e momentos de alegria, que me faziam aspirar uns Jogos de 2008 com um resultado de grande valia, uma luta pelos lugares de finalista (top8-10).
Nunca vou deixar de praticar desporto, além de ser uma paixão é algo que é profundamente intrínseco, mas queria ter o meu momento olímpico, para avançar para outra fase mais branda. Estes Jogos Olímpicos já vinham na sequência de Atenas 2004, que por sua vez tinham atravessado na garganta a lesão grave de Sydney 2000, por isso a nostalgia e a motivação à volta dos “meus” Jogos Olímpicos sempre foram muito intensas.
O meu “Eu”…
Quero muito digerir o que se passou, espero que me ajude a entender melhor o meu “Eu”, que me ajude a crescer mais. Espero que me ajude a corrigir erros e a reforçar as boas decisões, não só para a minha vida desportiva, mas também para a minha vida como um todo.
O meu “Eu” saiu ferido desta etapa e só vou conseguir aliviar algum stress com outras competições, pois sabemos o que consigo fazer e o que o meu corpo ainda pode aguentar. Fui agora Guadix (Espanha) e apesar de não ser possível comparar 3km com 20km, a minha atitude e predisposição foi notória, tal como a boa forma física, não foi o facto de ter ganho que fez a maior diferença, foi a capacidade de me sentir capaz e de me sentir novamente lutadora. É certo que esta era apenas uma competição de promoção, mas para terminar a época ainda terei uma competição a sério (20km na final do IAAF RWChallenge) a 21 de Setembro, onde vou encontrar a maioria das adversárias. Estou concentrada nesse objectivo, é notório que a forma física não será tão forte como a de um mês atrás, mas para corresponder à confiança e à motivação vai ser um dia relevante!
Futuro… “Londes 2012”
Muita gente me pergunta sobre “Londres 2012”, a verdade é que está muito longe, no tempo e no meu horizonte e neste momento quero muito viver um ano de cada vez, uma época de cada vez. Tenho muitos projectos de vida que gostaria de concretizar e todos sabem que a alta competição ao nível que está hoje é muito exigente, requerendo uma dedicação 24h sobre 7 dias e trabalhar com o corpo pede cuidado ainda mais especiais que noutra actividade qualquer.
Desejo ir ao meu 10º Camp. Mundo, não sendo de modo algum uma obsessão, é um objectivo desportivo renovado, que sabemos ainda estar ao meu alcance a um nível internacional de grande valia. Mas que importa agora é confirmar se o meu corpo, a minha capacidade psicológica e motivação estão ao nível desejado e depois junto do grupo de trabalho adequado e das condições necessárias, teremos os ingredientes próprios para um trabalho produtivo.
Competição, Marcha…
Em Portugal, a marcha ao nível da alta competição está muito forte, sua maioria jovens e cada um com as suas características próprias, mas o que é certo é que as marcas e resultados feitos nestes JO mostram bem esse valor e são difíceis de bater, 2 recordes nacionais de grande nível e 3 atletas nos lugares cimeiros, são dum mérito difícil de igualar e revelam bem que por exemplo para fazer parte das 3 atletas, que irão ao Mundial é preciso estar em grande forma competitiva.
Estes resultados conquistados pela Ana Cabecinha, pela Vera Santos ou mesmo pelas que não competiram Inês Henriques e ainda Maribel Gonçalves, estimulam, no dia-a-dia, à concentração e ao
querer fazer mais e melhor, estimula a procura da qualidade de trabalho e do fortalecimento do carácter.E neste momento que estou a terminar 2007/08, sinto a motivação e vontade para lutar por um lugar para o mundial de 2009, que será em Berlim, na Alemanha.
É que se conseguir um lugar na equipa é porque tudo correu bem, é porque estou forte e estando forte posso continuar a lutar pelas minhas aspirações de finalista numa competição de alto nível! Se não conseguir lugar na equipa é porque as minhas adversárias trabalharam as suas capacidades melhor que eu.
Adoro o que faço e gosto de partilhar esta paixão! Fá-lo-ei sempre que puder!
Susana Feitor
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Susana vence em Guadix
Susana Feitor regressou esta tarde à competição da melhor forma possível. Numa prova de 3km, disputada na localidade espanhola de Guadix, terra natal do marchador Francisco Fernandez, mais conhecido por Paquillo, a marchadaora de Rio Maior foi a primeira a cortar a meta com 12 minutos e 33 segundos, menos 13 segundos que a vice-campeã olímpica Kjersti Platzer. Na terceira posição terminou outra portuguesa. Vera Santos fez 13 minutos e 02 segundos.Na prova participaram várias atletas que estiveram recentemente em Pequim.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Susana chegou de Pequim
Ainda a recuperar do que se passou nos Jogos Olímpicos, a marchadora olha já para a próxima prova, marcada para 21 de Setembro na cidade espanhola de Murcia. Trata-se da final do Challenge de Marcha da IAAF. Face à desistência em Pequim, Susana não está qualificada para as contas finais desta competição, mas não deixa de ir fazer a prova.
domingo, 24 de agosto de 2008
Jogos chegaram ao fim
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Comissão Internacional de Atletas Olímpicos

quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Obrigado!
Muito obrigado a todos!
"As pernas ainda estão a tremer"
"A prova partiu muito rápida e eu não sou dessas de partir assim. O piso estava encharcado. Para marcharmos bem era muito baixinho e sempre a pontapear a água". "Quando percebi que estava a andar demasiado rápido deixei o grupo ir e concentrei-me na minha competição. Quando faltavam mais ou menos cinco voltas, as minhas pernas morreram e ainda as tenho a tremer. Andei demasiado rápido no início, talvez tenha sido essa a razão. Quando me procurei, já lá não estava".
A marchadora, com um palmarés dificil de igualar, esteve igual a si própria no momento de falar aos jornalistas. Apesar da tristeza, assumiu tudo o que se passou, com a frontalidade e humildade que lhe são reconhecidas. Até na altura de dar os parabéns a Ana Cabecinha por ter batido o recorde nacional que era seu desde 1999. As duas trocaram no final um longo e sentido abraço.
E agora? Agora não se baixa os braços. Outra coisa não seria de esperar. Londres 2012... ainda é cedo para falar... mas os Mundiais der Berlim são já no próximo ano e Susana promete lutar por um lugar na, cada vez mais dificil, selecção nacional.
